Viaje com as séries #122 - A despedida de True Blood

>>  terça-feira, 26 de agosto de 2014

Já me peguei pensando e listando mentalmente as razões que levam uma série a decair de qualidade. Muitas coisas podem ser responsáveis em causar a falta de interesse dos telespectadores, como um ritmo lento em uma história, enrolação na hora de dar respostas sobre certos desfechos, falta de química entre um casal, chatice de protagonista, etc.


True Blood começou arrebentando a boca do balão, como dizem popularmente. Chamou a atenção geral, tinha índices de audiência altíssimos e era o orgulho da HBO até que algumas derrapadas no meio do caminho fizeram cair praticamente pela metade o número de espectadores e a série foi perdendo o encanto. Tanto que quando a última temporada foi anunciada como a última mesmo, apesar do sentimento de saudade e despedida, houve muita festa. Afinal, para que deixar deteriorando uma série que já foi tão boa, né? O melhor é colocar um ponto final e terminar da melhor maneira possível.


A sétima temporada da série, que acabou no último domingo com a exibição do décimo episódio – intitulado Thank You – encerrou a história de Bon Temps, com seu povo meio – ou completamente – doido e suas espécies variadas de seres. Vocês conseguem lembrar a quantidade de gente que passou pela série nesses anos? Teve a Marian que me dava muito medo, os lobisomens, vampiros, fadas, fada/vampiro, metamorfos e por aí vai. E vamos combinar que a Sookie passou o rodo geral, experimentou de todos os tipos.
Falando nela, a protagonista da série teve seus momentos de dar nos nervos. Atraída por vampiros, já que não podia escutar seus pensamentos, ela passou por poucas e boas nessa série. Viu muita gente querida morrer e sofrer, teve seu coração machucado e consolado tantas vezes e nunca, nunquinha, esqueceu o vampiro Bill Compton. Aquele ex que não sai da vida da pessoa, está sempre ali rodeando, impossibilitando-a de seguir em frente – se é que um dia ela quis isso mesmo. Bill foi um dos personagens que mais sofreu mudanças com o passar do tempo. Nossa, como odiei ele algumas boas vezes.
De todos os personagens, meus preferidos eram Erik e Pam, claro. Os dois não tinham papas na língua, faziam o que bem entendiam com quem queriam e não davam a mínima para os outros. Até que a Sookie enfeitiçou Erik e ele passou a se preocupar com ela. Mas isso não o impediu de ser quem ele era. Enfim, olhando para o começo da série e para o último episódio, os únicos que ficaram intactos com sua essência foram esses dois. Do começo ao fim pensando neles e na sobrevivência deles.

Erik, admirador de livros. hahaha

Personagens entraram e saíram dessa série que não consigo nem lembrar de todos, alguns trouxeram coisas importantes pra história, outros foram só para encher linguiça, parte do problema da série. Chegou um momento que a coisa estava muito sem nexo, fora de ordem, cheia de ramificações e ficou tudo confuso. A série acabou perdendo um pouco da sua essência.


A temporada final caminhou para a resolução da história Sookie/Bill, afinal eles sempre foram os principais nesse caminho. Nesses dez episódios, os roteiristas e produtores utilizaram bastante a nostalgia, encerrando laços como o de Tara (que foi outra que eu tinha vontade de dar uns sacodidões), dando um castigo merecido para Sarah Newling, apresentando as consequências da Hep V (a doença dos vampiros),  transformando a vida e a rotina de personagens como Arlene, Sam, Andy, Jason, Jessica e Lafayette.
O último episódio, a última cena, foi bem água com açúcar, muitos compararam a capítulo final de novela da Globo, mas eu achei satisfatório, tudo indicava que acabaria assim, com Sookie feliz e aparentemente realizada, como tinha que ser. Ela passou por tanta coisa, né? Merecia um happy ending. Não vou me alongar nisso para não dar spoiler, mas para mim a série conseguiu fechar bem as histórias dos personagens. Não foi um final totalmente a cara do que True Blood mostrou nesses anos, mas foi justo. Claro que não aprovei tudo, mas acho que ficou bom, encerrou bem. Uma pontinha de saudade sempre fica, mas fico feliz que tenha acabado.



Sobre a audiência, li no Pipoca Moderna que o episódio final da série vampiresca registrou uma audiência ao vivo de 4,1 milhões de telespectadores nos EUA. Os dados são do instituto verificador de audiência Nielsen. Trata-se do maior público que sintonizou a 7ª e última temporada da atração. Mas também o mesmo registrado no final da 6ª temporada. Durante o auge em 2010, quando a série estava em sua 3ª temporada, a sintonia chegava a 13 milhões de telespectadores semanais nos EUA. E para relembrar, escrevi sobre a série aqui na coluna #11, faz um tempinho.

Goodbye e thank you!


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