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Viajando no mundo das cores

Champion - Marie Lu

>>  quarta-feira, 5 de novembro de 2014

LU, Marie. Champion: Do caos e da lenda surgirá um campeão. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2014. 304p. (Legend, v.3). Título original: Champion.

“- Por favor, me ajudem – sussurro desesperado para a sala vazia. – Eu não sei mais o que fazer. – Eu quero, eu a amo, mas não consigo suportar a dor. Faz quase um ano. Qual é meu problema? Por que não consigo seguir em frente?
Sinto um nó na garganta. As lágrimas descem rapidamente pelo meu rosto. Nem me dou ao trabalho de secá-las, porque sei que é impossível. Soluço sem poder me controlar. Não consigo parar, não consigo recuperar o fôlego, não consigo ver. Não consigo ver minha família porque ela não está aqui. Sem eles, todos estes móveis são inúteis, as margaridas na mesa de nada valem, a lamparina é apenas uma porcaria velha e escurecida. As imagens do meu pesadelo persistem e me assombram. Por mais que eu me esforce, não adianta: não consigo fazer com que desapareçam.
O tempo cura todas as feridas. Menos essa. Ainda não.” p.185

O final de mais uma trilogia distópica. Começou assim, Legend cria um mundo pós apocalíptico onde a população é duramente controlada, o exercito está no poder no que ficou conhecido como República, a antiga costa oeste dos Estados Unidos. Enquanto os ricos vivem bem e têm acesso as vacinas, a população pobre passa fome, morre das pragas e vive à margem. Dois adolescentes estão em lados opostos dessa batalha, ele nasceu nas favelas e se tornou o criminoso número 1 da República, enquanto ela é a soldado prodígio, uma peça importante na mão do exercito. E hoje eu conto para vocês o que achei do final com Champion da Marie Lu.

A partir daqui contém spoilers se você não leu Legend e Prodigy.

Day e June perderam e mudaram muito, ambos deixaram de lado tudo em que acreditavam para lutar por um futuro melhor. Para Day a surpresa foi ainda maior, ele deixou de ser o criminoso mais procurado da República e virou Herói Nacional quando declarou seu apoio ao novo Primeiro Eleitor, Anden. Ele agora é o garoto propaganda do governo e vive bem ao lado do irmãozinho, Éden. Enquanto isso June voltou a ser a menina-prodígio da República, ocupando o posto de Primeira Cidadã.

Os dois se afastaram e não se veem há quase um ano. Foi escolha de Day, quando soube que estava doente e que poderia não sobreviver ele terminou tudo e se mudou com o irmão. Mas não é só isso que os separa, tem também toda a culpa e rancor envolvendo a participação de June no que aconteceu com a família de Day.

O que os uniria de novo era imprevisível. Um vírus mortal começa a se espalhar e ameaça por fim na precária paz entre a República e as Colônias. Anden precisa da ajuda de Day, e precisa que June o convença a ajudar. Mas pedir isso a Day, significa pedir que seu amor abra mão de tudo o que lhe restou. Não pedir, significa arriscar a vida de milhares de pessoas. Resta saber o que os dois vão fazer, quando o caos se aproxima mais uma vez...

~~~~~~

Milagres acontecem e uma autora YA não estragou o final da distopia, não deixou totalmente sem final, não transformou os protagonistas em pessoas totalmente diferentes, não fez uma guerra mal feita em dois capítulos, não tampou o sol com a peneira, enfim, matou a pau!! Quem ainda não começou a trilogia vale a pena demais colocar na lista, os três livros mantém o mesmo nível de qualidade e a história é excelente.

A começar pelos protagonistas, Day e June vem de mundos diferentes e são muito precoces, no decorrer dos livros amadurecem e fazem escolhas arriscadas. Os dois passam por tanta coisa e dão tudo de si para atingir determinado objetivo, é bonito de se ver. O livro não foca no romance, mesmo os dois estando apaixonados, a guerra vem em primeiro lugar e isso muda tudo na construção da história. O fato de não existir um triangulo amoroso em nenhum dos lados também é uma grata novidade.

E temos a distopia em si, o mundo criado não deixou a desejar e neste volume conhecemos outra grande potência mundial, a Antártida, muito desenvolvida tecnologicamente e que reluta em apoiar a República na guerra contra as Colônias. A forma como a batalha é retratada, da guerra nas ruas até na política por trás de tudo foi muito bem descrita.

Não dá para falar muito sem soltar spoilers, então vou dizer apenas que Day arranca suspiros e está cada vez mais envolvente. Mesmo ruim de saúde e sofrendo com tudo o que aconteceu, ele ainda é um cara inteligente e pronto para lutar. Outros personagens se destacam, como o próprio Anden e Éden, também muito precoce para a idade.

Só não amei por um motivo, achei que precisava de um epílogo para o epílogo haha, é sério. O final foi excelente, não era o que eu esperava para os protagonistas, mas fez sentido. Aí tem um “dez anos depois” e o final dessa passagem foi sacanagem, como assim termina desse jeito? Minha curiosidade não aguenta. Achei que neste salto temporal também podia ter descrito mais como o mundo estava agora, ficou focado apenas em um acontecimento. Enfim, só não dei 5 por isso, mas foi uma leitura excelente.

Para quem é fã de distopia juvenil esta é uma que precisa ser lida, a autora escreve muito bem e mantém o mesmo nível do início ao fim, admirável. Leiam!!

Trilogia Legend da Marie Lu:
  1. Legend (Legend)
  2. Prodigy (Prodigy)
  3. Champion (Champion)
Avaliação (1 a 5): 4,5

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