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Viajando no mundo das cores

Beleza perdida - Amy Harmon

>>  segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

HARMON, Amy. Beleza perdida. São Paulo: Editora Verus, 2015. 332p. Título original: Making faces.

“Fern arqueou o corpo e protestou a perda do toque com um suspiro doce que fez o sangue de Ambrose arder nas veias e seu coração golpear as costelas. Ele a beijou novamente, comunicando sua própria necessidade. Os lábios dela receberam os de Ambrose, se movendo suaves, procurando, saboreando, e Ambrose Young se sentiu escorregar, deslizar, se apaixonando, sem ter como evitar, e com muita pouca resistência, por Fern Taylor.” p.2-8-209

Adorei Infinito + um da Amy Harmon, e aí lembrei que tinha outro livro da autora na estante faz tempo, que pecado. Corri para ler, confiram o que achei de Beleza roubada.

Fern Taylor é uma moça tranquila e sonhadora, uma romântica. Escreve histórias de amor desde nova, quase todas inspiradas em seu grande amor platônico. Fern era a menina feia da escola, aquela que usava óculos, aparelho, tinha cabelos ruivos desgrenhados e um sorriso torto. Tinha também um coração de ouro, era inteligente, divertida... características que não chamam muita atenção no ensino médio. Seu primo e melhor amigo, Bailey, faz de tudo para que Fern se enxergue e se valorize, mas sem muito sucesso. Bailey sofre de distrofia muscular, uma doença degenerativa que, inevitavelmente, irá leva-lo a morte. Bailey só quer aproveitar ao máximo o tempo que tem, e enxerga a vida com outros olhos.

Ambrose Young é lindo, alto, musculoso e popular. É o campeão dos campeonatos de luta da escola e já tem uma bolsa garantida em várias faculdades. Ele é a esperança de uma pequena cidade, louca pelo esporte. E é também o único rapaz que Fern já amou, e nunca olhou para ela.

Ambrose, BensGrantJesse e Paul são lutadores da mesma equipe e melhores amigos. Logo depois da formatura, os trágicos acontecimentos que ficaram conhecidos como “11 de setembro”, deixam todos chocados. Os cinco jovens recém formados, resolvem se alistar. Alguns anos se passam. Apenas um deles retorna. Ferido, destruído. Até que o amor inabalável de uma garota, parece ser a única coisa capaz de salvar um soldado ferido.

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Tá, é clichê, muito chichê. Tem toda aquela coisa de mocinha “Patinho feio” e se não bastasse tem principalmente muito de “A Bela e a Fera”, mas funciona. O livro é bem escrito, os personagens são tocantes e a história é comovente. Tem muito drama, mais do que o normal no gênero, que normalmente é sempre um pouco dramático. Mas tem tanto amor envolvido! É uma leitura que fala de amizade, de amor, entrega, perdão, de superar os obstáculos e seguir em frente. De valorizar a vida e lutar pela felicidade.

Eu adorei a leitura! A segunda metade do livro, quando a tragédia acontece, é viciante, impossível parar de ler. Mas a primeira metade, foi o que me impediu de amar totalmente o livro. É um pouco repetitiva sabem? A coisa toda da Fern se achar feia e achar que nunca estará aos pés do mocinho. Ela cresceu e ficou linda, mas Fern continua se achando o cocô do cavalo do bandido.., enfim, desnecessário todo esse lenga lenga. A insegurança da moça dura quase até o final do livro! Porém, Bailey salva o livro! E ele aparece muito, é um personagem secundário que rouba a cena e se torna o melhor protagonista.  Tudo relacionado a evolução de sua doença e as crescentes dificuldades, a prima e os pais amorosos e dedicados, é de cortar o coração e de se apaixonar na mesma medida.

O casal funciona! Ele foi moldado pelo sofrimento, ela cresceu cuidando de alguém e seu amor é inabalável. É bonito ver a aproximação dos dois, a forma como tudo acontece devagar, e o final é puro amor. As cenas entre o casal não são exageradas, o livro não é nem um pouco hot, é bem leve nesse sentido.

O enredo fala muito sobre religião, em vários momentos temos ensinamentos e comentários sobre Deus e como a fé pode apoiar em momentos difíceis ( o pai de Fern é pastor), o assunto foi abordado de forma muito profunda e suave. Essa e outras características, deram um sentido maior ao livro. Para mim, apesar de todos os clichês, o livro não se tornou apenas “mais um new adult”.

Chorei tanto durante a leitura, mas tanto, que até estranhei em alguns momentos. Frases me emocionavam do nada, nem era de tristeza as vezes, achei tudo muito tocante. Passei vergonha lendo em público, para variar, mas valeu a pena. E, gente, final redondinho, sem reclamações sobre isso, tem até um epílogo fofo.

Para quem gosta do estilo, mais um imperdível. Para quem ainda não conhece, uma boa dica para descobrir se gosta ou não de NA. Leiam!

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