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Perto o bastante para tocar - Colleen Oakley

>>  quarta-feira, 13 de dezembro de 2017


OAKLEY, Colleen. Perto o bastante para tocar. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2017. 350 p. Título original: Close enough to touch.


SINOPSE: Uma jovem alérgica ao toque de humanos. Da autora de Antes de  partir! Jubilee Jenkins é uma jovem com uma condição médica rara: ela é alérgica ao toque de outros humanos. Depois de uma humilhante experiência de quase morte na escola, Jubilee tornou-se uma reclusa, vivendo os últimos nove anos nos confins da pequena Nova Jersey, na casa que sua mãe deixou quando fugiu com um empresário de Long Island. Mas agora, sua mãe está morta, e, sem seu apoio financeiro, Jubilee é forçada a sair de casa e encarar o mundo do qual tem se escondido — e as pessoas que o habitam. Uma dessas pessoas é Eric Keegan, um homem que acabou de se mudar para a cidade por causa do seu trabalho e que está lutando para descobrir como sua vida saiu dos trilhos. Até que um dia, ele conhece uma mulher misteriosa chamada Jubilee.


Adoro ler livros sobre pessoas que têm algum tipo condição de saúde limitante.  Acho que já cheguei a comentar por aqui como gosto de saber como a pessoa lida com o problema, com a vida, com as outras pessoas, e foi por isso que, ao ler a sinopse de Perto o bastante pra tocar, fiquei bem curiosa. Foi o meu primeiro contato com a escrita da autora e agora deixo com vocês minhas impressões.

Jubilee Jenkins, a protagonista, não nasceu alérgica a pessoas. O problema apareceu quando ela tinha 6 anos de idade e, toda vez que uma pessoa a tocava, uma erupção aparecia na sua pele ou, dependendo do nível do contato, lhe causava um choque anafilático. Demorou até que o diagnóstico aparecesse: dermatite de contato – nível IV –, um dos mais graves e mais raros, tendo apenas mais três casos conhecidos no mundo todo.

Na adolescência, Jubilee quase morreu ao ser beijada por Donovan, o garoto mais popular da escola, e chegou a desejar que isso tivesse acontecido ao descobrir que, na verdade, o beijo  não passava de uma aposta entre os colegas da escola.  

Depois do ocorrido, ela foi pra casa e de lá não mais saiu por nove anos inteiros. Sua mãe, que nunca se mostrou muito sensível ao problema da filha, se casou de novo (talvez pela enésima vez, sabe-se lá!) e decidiu se mudar para Long Island, deixando Jubilee completamente sozinha. O único contato que ela manteve com a mãe, desde então, foi por meio do cheque enviado pelo correio mensalmente (usado para contas e alimentação) e pelas ligações feitas uma vez por ano para saber como ia tudo. Até que ela passa a não telefonar mais e Jubilee, de repente, não tem mais a mãe para lhe sustentar e pagar as contas e precisa dar um jeito na sua vida, e o primeiro passo é, claro, sair de casa.

Eric Keegan é um contador recém-divorciado, com uma filha de 14 anos que o odeia e uma ex-mulher furiosa. Eric tem a fama de ser rodeado por mulheres teimosas e inacessíveis e, ainda assim, ser  persistente (até demais, às vezes). Ele se mudou para Nova Jersey para cobrir por seis meses a licença-maternidade da vice-presidente da empresa em que trabalha, e precisa lidar com a nova fase do emprego e os imprevistos que aparecem em sua vida. Um deles tem até nome: Jubilee.

Ainda tem o Aja, filho do melhor amigo de Eric, Dinesh, que faleceu em um acidente de avião junto com a esposa, Kate, deixando para Eric a missão de cuidar de Aja. Ele é um menino de 10 anos, mas muito franzino e, ao mesmo tempo, inteligente demais para sua idade. Apaixonado por X-men, passa o tempo todo jogando, ignorando a existência de Eric e tentando explodir as coisas.

A vida dos personagens desses dois núcleos se cruza quando Jubilee finalmente sai de sua clausura e consegue um emprego, enquanto Eric, numa tentativa quase tosca de se reaproximar da filha, tem uma ideia que o coloca no caminho de Jubilee.

                                                                    ___________

Achei que a história demora muito para se desenvolver, mesmo que a narrativa, em si, não seja lenta. A dúvida cruel de Jubilee se deve ou não sair de casa e a péssima relação de Eric com as pessoas que fazem parte de sua vida, ocupam uma parte considerável da história. Depois, quando Jubilee e Eric se cruzam, fiquei pensando “pronto, agora vai andar” – #sqn. 

Talvez o foco da autora não fosse exatamente o romance entre Eric e Jubilee,  mas a forma como o enredo foi construído me levou a pensar que teria muito mais romance, o que não aconteceu. Claro que desejei também, o tempo todo, que o problema de Jubilee fosse de mentira ou que uma solução fosse apresentada para que ela se tratasse e, eventualmente, se curasse. Porém, quando uma possível solução apareceu, o jeito como ela reagiu me irritou um pouco.

Há três personagens secundários que merecem destaque: Madison, que fora um dia a garota mais popular da escola, àquela época namorada e hoje ex-mulher de Donovan (aquele mesmo responsável pela quase morte de Jubilee por causa do beijo). Madison se torna a melhor e única amiga de Jubilee, ainda que essa amizade tenha se iniciado pelos motivos errados. Louise, a senhora que trabalha na biblioteca da cidade. E Connie, a irmã responsável de Eric. Ela aparece pouco, mas gostei bastante dela. Há ainda a participação pequena, mas não menos importante, do próprio Donovan.              

O final da maioria dos personagens me agradou bastante, principalmente em relação ao que Jubilee pensava sobre a mãe e o que aconteceu para ela mudar de ideia – me surpreendi muito! Contudo, o desfecho do “relacionamento” entre Jubilee e Eric não foi satisfatório. Precisaria de mais páginas para me contentar. Foi como assistir àqueles filmes em preto e branco em que o mocinho amava a mocinha; você assiste o filme todo esperando eles ficarem juntos, aí rola um selinho e o filme termina. (Não foi literalmente assim que aconteceu, mas dá pra entender o nível de frustração).

Pensei que fosse gostar muito mais do livro, gostei de forma geral, mas acho que deixou um pouco a desejar. Não deixa de ser fofo, à sua maneira, nem engraçado, na medida do possível, mas faltou muito para ganhar cinco estrelinhas.Talvez eu tenha esperado algo mais por ter lido Tudo e todas as coisas, que tem a premissa parecida, mas não devia ter colocado tanta expectativa. Se você leu me diga o que achou!?

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Avaliação (1 a 5): 3.5





 

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