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Uma estranha em casa - Shari Lapena

>>  segunda-feira, 20 de agosto de 2018

LAPENA, Shari. Uma estranha em casa. Rio de Janeiro: Editora Record, 2018. 266p. Título original: A stranger in the house.

“Ele se sente péssimo quando pensa na polícia investigando sua mulher, detesta a si mesmo pela desconfiança cada vez maior que sente. Agora está sempre vigiando-a, imaginando o que ela terá feito.
E não consegue deixar de temer: O que a polícia vai descobrir?” p. 86

E hoje tem thriller psicológico, um dos meus gêneros favoritos! Depois de O casal que mora ao lado a autora Shari Lapena tem um novo livro lançado no Brasil, Uma estranha em casa. Confiram o que achei da obra.

Tom Krupp é um homem feliz em seu casamento e com sua vida. Casado há dois anos, apaixonado por sua esposa, vivem em um bom bairro de classe média. Sua vida toda desmorona em um dia comum, quando chega em casa para jantar. Sua esposa não estava, ela não costuma sair sem avisar. A porta da frente estava destrancada, isso nunca aconteceu. O jantar estava inacabado, as luzes acesas. Ele estranha, fica preocupado. Se assusta de verdade quando vê que a bolsa e o celular dela estão em casa.

Karen Krupp acorda no hospital, confusa e perdida. Uma motorista responsável, foi pega dirigindo em alta velocidade, até que bate de frente em um poste. Ela não se lembra de nada, ninguém sabe o que aconteceu. Antes do acidente ela fora vista dirigindo em um dos bairros mais perigosos da cidade.

A policia suspeita que algo mais sério aconteceu, mas ela insiste em dizer que suas memórias estão perdidas. Tom ama a esposa, acredita que nada aconteceu... mas descobre que não sabe nada sobre o passado de Karen. Algo terrível aconteceu naquela noite, algo que irá mudar tudo.

~~~~~~~~

O enredo é interessante, a história flui bem... e esses são os únicos méritos do livro. Deixou demais a desejar! Eu não achei O casal que mora ao lado grande coisa, mas era o primeiro da autora por aqui, achei que poderia melhorar. Mas infelizmente, aqui quase nada funcionou.

A narrativa em terceira pessoa não funcionou, ficou rasa, sem graça. Não consegui me conectar com os personagens ou torcer para ninguém. A autora entrega fácil todas as nuances dos personagens, que são no geral muito mal desenvolvidos. Temos Karen, Tom, o homem morto, Brigid e os detetives. Karen era muito dissimulada e cheia de segredos. Seu comportamento não condizia com o passado que foi revelado depois. Tom era o bom marido, fim. Apático e sem graça, não tinha muito o que se esperar dele. Brigid era a psicótica. Desde o começo tava na cara que a vizinha não batia bem e que espionava o casal vizinho. Os detetives quase não aparecem, a investigação é fraca (mesma falha do livro anterior e mesmos detetives também).

O enredo começa bem, um segredo em torno de uma mulher casada de classe média, com uma vida comum. Você não sabe se acredita nela, se o marido diz a verdade (o de sempre). Porém algumas coisas estavam na cara! Quem odeia spoilers e vai ler, pule o resto desse parágrafo: A polícia tinha como provar que Karen estava no restaurante, tinham as luvas e ela tinha uma arma. Estava bem óbvio desde o início que ela matou o cara, ninguém mais poderia ter feito. Tom estava longe, a vizinha era doida, não assassina. Não tinha outros suspeitos. Quando descobrem que o morto era o ex-marido de quem ela fugiu por sofrer abuso, ficou mais óbvio ainda. O problema é que Karen não se comportou em nenhum momento como alguém abusada e traumatizada, não comprei isso também. Desde o início estava na cara que Brigid quem invadia a casa e mexia em tudo e seu interesse em Tom, sem mistérios aí. No final a autora tenta fazer uma reviravolta transformando Karen em uma “Amy exemplar”, mas não funciona. Alguém frio como a autora descreve no final, não teria feito a burrice de sair correndo e bater com o carro num poste porque atirou em alguém. Matou o livro esse final.

No final achei a história rasa, os personagens ruins e a coisa toda muito previsível. Deu para matar fácil todos os desdobramentos, não houve surpresa para mim. Para quem lê pouco desse estilo, acredito que possa gostar bem mais. Para os fãs do gênero eu não indico, tem muita coisa melhor por aí.

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