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Viajando no mundo das cores

A criança do fogo - S. K. Tremayne

>>  sexta-feira, 31 de maio de 2019

TREMAYNE, S. K. A criança do fogo. Rio de Janeiro: Editora Bertrand, 2019. 368p. Título original: The fire child.

“Mas, nesses dias de espera, minha raiva diminuiu aos poucos. Talvez haja uma explicação real e inocente por trás dos mistérios e das evasivas. Talvez haja uma explicação lógica para David ter mentido sobre algo tão importante.
Eu quero que seja esse o caso. Quero que David volte para casa e me convença. Não quero ser a jovem tola que se casou numa pressa absurda e foi facilmente enganada por um vilão encantador e bonito. Ainda amo David. Ainda quero curar o filho dele se puder. Ainda quero ter filhos com David. Apesar disso tudo.” p.129

Li o primeiro livro publicado pelo autor, As gêmeas do gelo, e não gostei. Adoro suspense, mas não funcionou. Esse chegou de surpresa, e acabei resolvendo dar mais uma chance ao autor. Confiram o que achei de A criança do fogo do inglês S. K. Tremayne.

Rachel Daly, 30 anos, era uma fotógrafa solteira, feminista convicta, que tentava sobreviver de sua carreira em Londres. Até que conhece o homem da sua vida, e se casa em 3 meses. E então se muda para Carnhallow para viver com o marido e seu enteado, Jamie, uma criança de apenas 8 anos que perdera a mãe em um trágico acidente há apenas 18 meses atrás.

David Kerthen era o homem perfeito. Um advogado rico, bonito, solitário e com um lindo filhinho para cuidar sozinho. Ele vivia naquele lugar enorme que pertencia a sua família há gerações. Quase um castelo enorme, rodeado de minas subterrâneas. Durante a semana ele trabalhava em Londres, ganhava bem para restaurar a casa da família.

Em pouco tempo, Rachel começa a perceber rachaduras em sua vida perfeita. Naquele local enorme, isolado e solitário. Com muitas lendas, quartos vazios e escuros. Ela descobre que David não lhe contou tudo, segredos e mistérios rondam a casa.

O doce Jamie começa a mudar, diz coisas estranhas e afirma ver o fantasma da mãe na casa. Quando ele afirma que teve um sonho, e que Rachel irá morrer no natal, sua sanidade ameaça deixa-la. Desesperada, ela começa a investigar, e quer descobrir a verdade por trás da morte de Nina, a primeira esposa de David.

E sua nova vida perfeita, de repente, se torna um pesadelo.

~~~~~

Gostei bem mais do que o primeiro! Este foi lançado em 2016 originalmente, então pelo jeito os livros do autor só melhoram. Só isso já me deixa curiosa para conhecer seu próximo trabalho.

Mas não caí de amores não. O início é lento, confuso. Você não sabe se é um suspense ou se tem um pé no sobrenatural. E as descrições intermináveis de Carnhallow não ajudam. Eram páginas e páginas descrevendo a casa e os arredores, a descrição cansa. Podia ter muitas páginas a menos sem tirar nada da história.

Depois ele vai ficando cada vez mais sinistro, e a dúvida em saber se teria ou não algo sobrenatural, me deixou até com medo em algumas cenas. Imaginem, aquele lugar enorme e vazio, mais de 60 quartos. E a protagonista andando por lá sozinha, escutando barulhos, senhor!

Jamie é um fofo, impossível não gostar da criança e torcer para que nada de mal aconteça com ele. Porém, eu morria de medo dele ser uma criança do mal, e estar deixando a Rachel lunática de propósito. Fiquei com essa dúvida por um bom tempo. 

Outra coisa interessante, é que título se refere a uma lenda que gira em torno da família deles, a dona da mina. São conhecidas como "crianças de fogo" por ter dons premonitórios e sensitivos, por isso Rachel questiona se Jamie está ou não vendo o fantasma da mãe. 

David fica mais ausente do que presente. E nessas histórias o homem nunca vale grande coisa kk, então tinha expectativa zero com ele. Se não matasse ninguém já seria uma vantagem rs.

A linha entre suspense e sobrenatural é bem tênue. Eu fiquei angustiada até o final tentando saber o que iria encontrar. E apesar do início lento, da ambientação excessiva, o final é excelente! Amei ser surpreendida, foram vários desdobramentos que não dava nem para imaginar. 

No geral eu gostei, até a lentidão inicial vale para chegar ao desfecho. Não é dos melhores suspenses, mas vale a leitura. Quem ler me conta se curtiu!

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Avaliação (1 a 5):

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