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Agora e sempre - Judith McNaught

>>  segunda-feira, 20 de maio de 2019

MCNAUGHT, Judith. Agora e sempre. Rio de Janeiro: Editora Bertrand Brasil, 2019. 350p. (Sequels, v.1). Título original: Once and Always.

“- Tenha paciência com ele, Victoria. Se Jason não fosse tão forte, de corpo e espírito, não teria sobrevivido até os 30 anos. Ele tem cicatrizes profundas, mas você tem o poder de curá-las. ” 
p. 216

Judith MacNaught é uma das romancistas mais conhecidas, com inúmeros livros publicados. Seja com romance contemporâneo, romance de época ou romances históricos, ela costuma deixar as leitoras suspirando e com um lencinho de prontidão. Esse é o primeiro volume da série Sequels, relançado no Brasil com nova capa e nova edição. Confira o que achei de Agora e sempre!

Nova York, 1815
Victoria Seaton, 15 anos, tinha uma vida simples e feliz ao lado da família. Ela e sua irmã mais nova Dorothy, 14 anos, eram muito unidas. Ela era filha de um médico, Patrick Seaton e Katherine, uma inglesa que criara as filhas para seguir os costumes de seu país.  Victoria era apaixonada pelo vizinho, Andrew, e sonhava com a maioridade, quando ele poderia enfim cortejá-la.

Tudo muda quando seu pais falecem em um trágico acidente. Antes de morrer, sua mãe menciona o Duque de Athernon e a Duqueza de Claremont. Sozinhas no mundo, as meninas precisam de alguém que cuide delas. Porém a Duqueza, avó das meninas, só aceita receber Dorothy, deixando Victoria aos cuidados do Duque. Elas são então enviadas à Inglaterra.

Inglaterra, 1818
Charles Fielding, o Duque de Athernon, fica emocionado ao ver a foto de Victoria, a linda jovem é muito perecida com a mãe, por quem foi apaixonado no passado. Ele já planeja casá-la com o sobrinho, seu herdeiro.

Jason Fielding, 30 anos, teve um passado traumático. Hoje era um homem solitário e atormentado pelo passado. Ele já fora casado, e sua esposa adultera levou seu único filho quando fugiu com um de seus amantes. Porém, eles morrem em um trágico acidente de navio.  Jason fica destruído. Ele tinha belas amantes, era riquíssimo e se recusava a se casar novamente.

Aos 18 anos, Victoria chega à casa de Jason repleta de angustia e esperança. Separada da irmã, ela não tem dinheiro e nem mais ninguém no mundo.  Ela espera por Andrew, que com certeza irá busca-la e se casar com ela. O mal-humorado Lord Fielding não esconde seu desagrado com a chegada de Victória. Porém, ela logo enche a casa de alegria e muita confusão. Atraído por ela e se odiando por isso, Jason precisa lidar com seus demônios.

~~~~~~

Faz tempo que um romance não me deixa tão dividida, escrevo essa resenha ainda completamente EM CIMA DO MURO com esse livro! Por um lado, eu amei!! O enredo é excelente, Judith consegue te fazer se apaixonar pelos seus personagens em um capítulo. Por outro... não tem como aturar as cenas machistas e até de agressão do livro sem ficar revoltada. Judith errou feio a mão nesse quesito e fez tudo parecer muito lindo... como que acha lindo esse casal? Eu amei tanto  a história, mas queria riscar capítulos inteiros dela.

Victoria é uma ótima protagonista. Uma menina, 18 anos apenas, com uma maturidade encantadora para a história. Ela é linda, forte, espirituosa e uma ótima pessoa. Logo encanta a todos, dos criados, aos membros da sociedade Londrina. Impossível não torcer e chorar com ela, não desejar que fique tudo bem e ela seja feliz.

Jason é uma alma sofrida, o título da série já diz que vamos falar sobre traumas, sequelas. Ele passou por muita coisa e eu compreendo a pessoa que ele se tornou. Sozinho, amargurado, sem fé na humanidade e, principalmente, nas mulheres. Ele foi criado sem nenhum amor, e depois teve uma esposa que só estava interessada em seu nome e dinheiro. Ele não entende que pode ser diferente, e trata Victoria da mesma maneira.

Até aí tudo bem... em romances de época já estamos acostumadas com os costumes, com o machismo, com a função de adorno da mulher na sociedade. Porém, a noite de núpcias deles foi praticamente um estupro, não tem outra forma de descrever, e ele age de forma agressiva com ela, verbal principalmente, em vários momentos. Depois dessa noite traumatizante, como a esposa parece não querer saber dele, ele procura a amante! Que ódio!! O que não acontece, é a redenção. O mocinho não pede desculpas, não se martiriza por isso. Ela que descobre sobre o passado dele e faz de tudo para consertar as coisas entre eles. Ela perdoa simples assim e no final a autora passa uma mensagem bem deturpada: lute pelo seu amor, coma o pão que o diabo amassou e aguente tudo, porque no final fica tudo bem e o sapo vira príncipe. Sério? Essa mensagem é preocupante. Eu não consigo engolir isso e achar tudo fofo e lido.

Mas também não consegui odiar por isso hahaha. Apesar de tudo isso é um puta enredo. Eu torci por Victoria até o final. E torcer por Victoria, era torcer por Jason rs. Achei que o final foi corrido, algumas cenas mereciam ter sido melhor elaboradas (como a chegada de Andrew, a relação dela com a avó, o final em si com o suposto acidente e tudo o que veio depois).

Não sei o que esperar dos próximos livros, pensei que teríamos a história da Dorothy, mas não reconheci pelos nomes os protagonistas nem do segundo nem do terceiro livro, vamos aguardar.

Ah gente, eu adorei, odiei e fico assim, em cima do muro rs. Quem leu me conte o que achou!!

Adicione ao seu Skoob!

Trilogia Sequels da Judith McNaught
  1. Agora e sempre (Once and Always)
  2. Algo maravilhoso (Something wonderful)
  3. Alguém para amar (Almost heaven)

Avaliação (1 a 5):

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