Tess dos D'Urbervilles – Thomas Hardy
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>> sexta-feira, 6 de novembro de 2020
HARDY, Thomas. Tess dos D'Urbervilles. Vitória: Editora Pedrazul, 2106. 352p. Título original: Tess dos D'Urbervilles
Mais um dia, mais um clássico que a gente descobre, e mais um livro que acaba com nosso pequeno coração... Fazia tempo que uma obra mexia tanto comigo, me deixava tão sentimental, tão na “bad”, e tudo assim, sem nem esperar! Os melhores livros são essas surpresas, aquele que você começa a ler sem expectativas, sem noção da história, sem ciência de sua fama e então... seu mundo desaba daquele jeito que só um bom livro, uma boa história, uma história comovente são capazes de fazer. Senhoras e senhores, eis TESS DOS D’URBERVILLES!
Situado na Inglaterra rural, o romance conta a história de uma garota pobre, Tess Durbeyfield, que é enviada por seus pais para uma família supostamente nobre na esperança de encontrar uma fortuna e um cavalheiro como marido. O pai da moça, ignorante e facilmente impressionável, acredita que seu sobrenome “Durbeyfield" é uma variação de "d'Urberville", nome de uma nobre família da região. Completamente atordoado pelas oportunidades que um mundo de sangue azul podem trazer, ele envia sua filha adolescente, a bela, pálida, rosada e simplória Tess, na única carruagem da família e fonte de todo os seus sustentos para conhecer seus possíveis parentes ricos, na esperança de encantar a família a ponto desta a adotar. No caminho, exausta do esforço, a jovem adormece sob as rédeas e causa um acidente entre carroças, matando o único cavalo da família. Tess se sente tão culpada pela morte do animal e pelas consequências econômicas para a família que resolve visitar a Sra. D'Urberville e pedir ajuda evocando a honra e os deveres do provável parentesco entre elas. O que a jovem desconhece é que o marido da Sra. D'Urberville, Simon Stoke, adotou o sobrenome aleatoriamente buscando uma melhor colocação social, não tendo qualquer parentesco com a família.
Em um dia inesperadamente frio da primavera inglesa, fui com um grupo de amigos conhecer as famosas pedras pré históricas. Muito me falaram contra o passeio antes de o fazer, alegando ser algo tedioso, sem outras atrações a não ser “olhar pedras”. Ignorei os avisos e fui mesmo assim: em abril de 2019, num mundo pré pandemia, não vou perder a oportunidade de visitar um dos lugares mais famosos do mundo por que algumas pessoas simplesmente o consideraram tediosos. Eu sou dessas que adoro o que outras pessoas chamam de chato: museus, caminhadas por centros históricos, livros clássicos como Tess... eu sou diferente, e algo me dizia que Stonehenge seria para pessoas como eu, que acham a beleza em lugares diferentes. E eu não estava enganada!
Honestamente não conheço muito sobre a história do lugar e meu interesse em pré história é inexistente, então não prestei atenção ao áudio-guia que vem com o passeio, mas consegui entender algumas coisas: o lugar é tipo como um templo pagão, um lugar de sacrifício e grande importância à agricultura. E é incrível que as pedras datadas entre 3.000 e 2.000 AC ainda estejam lá e foram assim montadas. Mas o dia para mim não foi sobre aprender sobre a pré história, mas sim sobre sentir.
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Avaliação (1 a 5):
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