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Viajando no mundo das cores

Entrevista – Loraine Pivatto

>>  quarta-feira, 19 de maio de 2010

Antenada com os novos tempos, a analista de sistemas Loraine Pivatto reuniu dois elementos marcantes do mundo contemporâneo para compor a trama do seu primeiro romance, Perseguição Digital, lançado em junho de 2009.

Os dois elementos são a real possibilidade de usuários inexperientes de tecnologias como a internet terem sua privacidade invadida e exposta; e a baixa tolerância ao sofrimento e à perda, em especial ao fim de relacionamentos amorosos.

Gaúcha, nascida em Porto Alegre, cidade onde reside, Loraine Pivatto é formada em Informática, pós-graduada em Análise de Sistemas, e trabalha com Tecnologia da Informação há mais de dez anos.

Apesar do sucesso da sua primeira obra, a autora decidiu se preparar melhor para escrever os próximos livros. Para isso, está tendo aulas semanais com o consultor literário James McSill, que a está ensinando como montar a estrutura de uma trama, dentro das exigências das grandes editoras.

É o que ela conta nesta entrevista exclusiva ao Viagem Literária, além de falar sobre outros assuntos, como o poder da internet e a influência das novas tecnologias na formação de leitores.

De onde surgiu a idéia para o livro? De alguma experiência ligada ao seu trabalho como analista de sistemas?
Loraine Pivatto – Sim, a idéia principal do livro foi desenvolver uma história em que a personagem principal usasse de seus conhecimentos em informática para invadir o computador do seu ex-namorado e rastrear seus passos para descobrir o motivo pelo qual ele terminou o relacionamento. Meu intuito foi mostrar aos usuários inexperientes e desavisados o quanto podem estar vulneráveis ao se conectarem na grande rede mundial (internet) e como passar informações – aparentemente inofensivas – pode ser perigoso. Programas utilizados profissionalmente para dar suporte remoto aos usuários, se usados por pessoas mal intencionadas, podem possibilitar uma invasão de privacidade, como mostrado no livro.
Mas é claro que por trás de toda essa perseguição alucinada da personagem, muitos são os sentimentos envolvidos, como a dor da rejeição, a solidão, o apego demasiado, a falta de um objetivo para a vida (além daquele amor que lhe foi tirado)... Sentimentos esses que presenciamos no nosso dia-a-dia. Pessoas que simplesmente não aceitam o fim de uma relação e acabam entrando em profunda depressão, como se a vida realmente tivesse terminado. Então tentei unir os sentimentos à técnica, mostrando esse conhecimento tecnológico da personagem numa linguagem de romance que fosse acessível ao leitor.

Com os avanços tecnológicos e o poder da internet, o nosso dia a dia mudou muito. E acredito que as mudanças também influenciam autores e leitores. Você vê isso de uma maneira positiva ou negativa? Os e-books, os blogs, as redes sociais atrapalham de alguma forma a formação do hábito de leitura? Dificultam o processo criativo dos autores?
Loraine Pivatto – Depende. Acho que tudo é válido, mas precisa ser muito bem filtrado. Através da internet, hoje em dia, temos o acesso instantâneo à informação, que vem mastigadinha, pronta, mas isso não traz conhecimento. O conhecimento tem que ser construído através de uma leitura completa, acompanhada de reflexão, que faça o leitor compreender aquilo que está lendo e tirar as suas próprias conclusões, não somente buscar definições prontas no Google ou seja lá onde for.
Acho os avanços tecnológicos válidos no sentido de que facilitam, e muito, a comunicação, mas as pessoas devem ter cuidado para não ficar bitoladas, com a mente preguiçosa. Além disso, na internet tem de tudo, textos muito bem escritos, por pessoas realmente capacitadas, mas também muito lixo, muito “achismo”, muita opinião sem nenhum embasamento concreto. É importante filtrar e fazer bom uso desse turbilhão de informação que invade nossos computadores diariamente.

No livro, você questiona em vários momentos a superficialidade das relações amorosas hoje em dia, a facilidade com que as pessoas seguem em frente deixando para trás um relacionamento de vários anos. Essa também é a sua opinião pessoal, ou apenas uma idéia necessária para compor a obra?
Loraine Pivatto – Em parte, é a minha opinião pessoal. Li um texto esses dias que dizia que vivemos na sociedade do espetáculo, onde se espera que todos estejam sempre muito felizes. Uma busca alucinante pelo prazer imediato, encontrado no consumo, viagens, festas, companhias descartáveis. Um mundo muito acelerado e competitivo, onde quase ninguém está disposto a renunciar a nada. Mas será que isso realmente traz felicidade e paz aos nossos corações?
Acho que isso afeta as relações, pois as pessoas acabam ficando mais egoístas, sem muita tolerância e compreensão. Pode ser mais fácil desencanar, partir pra outra e deixar a fila andar, mas eu questiono até que ponto esse desprendimento torna as pessoas realmente mais felizes ou se carregam constantemente aquela sensação de vazio, pois o fato de estar sempre partindo para outra, no meu ver, não faz com que ninguém se sinta verdadeiramente especial. Acho que se existe um amor real e se o(a) parceiro(a), por algum motivo, não está conseguindo acompanhar o outro, vale a pena, sim, aguardar, dar a mão, tentar lutar por esse amor. Mas, claro, tudo dentro dos limites. Se o outro realmente não quiser mais, ou não quiser enfrentar seus problemas, ou não quiser ser ajudado, não há o que fazer.

A personagem Joana ultrapassa limites em nome do amor e perdoa os erros do namorado. Como você vê a atitude dela? Acredito que maioria das mulheres que teriam "colocado a fila para andar" :) .
Loraine Pivatto – A Joana sofria um grande dilema, pois ao mesmo tempo em que acreditava ainda ser amada e que Fernando vivia um problema do qual ela não tinha conhecimento, ela tinha medo de estar sendo boba e perdendo o seu tempo sofrendo por alguém que não a queria mais. Daí vinha toda a raiva por ele, e por ela mesma, por não reagir. Sofria muito, pois não queria se humilhar, então ficava rastreando os passos dele em silêncio, sem que ele soubesse :). Se eu estivesse no lugar dela, o teria forçado, já no início, a uma conversa honesta e definitiva, mas aí não teria história para contar :).

Quais foram as influências literárias na construção do seu romance de estréia?
Loraine Pivatto – Sempre gostei de romances que tratassem a fundo de sentimentos polêmicos e conflitantes, fazendo o leitor se colocar no lugar dos personagens. Aprecio todo autor que me leva à emoção e busco isso nas minhas leituras, além, é claro, de uma história que prenda a minha atenção e me faça querer continuar lendo para saber como vai acabar. Diversos livros me inspiraram nesse sentido, mas os que me vêm à cabeça no momento, das leituras mais recentes, são "O caçador de pipas", de Khaled Hosseini, e "O menino do pijama listrado", de John Boyne. Também adoro a narrativa poética da Martha Medeiros, os estilos do Mario Vargas Llosa e Marçal Aquino, entre outros.

Sobre o seu novo romance, como está sendo o processo? Pode adiantar algo sobre a trama para nós?
Loraine Pivatto – A trama ainda está em construção, seria meio precipitado adiantar alguma coisa, pois as chances de mudança ainda são grandes, mas assim que a história estiver completamente definida, prometo que conto sobre o que se trata (rs).
Como não tenho formação literária, resolvi dessa vez procurar um assessoramento para escrever meu segundo romance de forma profissional. Tenho aulas semanais com o consultor literário James McSill, que está me ensinando como montar a estrutura de uma trama, dentro das exigências das grandes editoras. Está sendo um belo aprendizado, pois o James é ótimo, talentoso, além de queridíssimo. Para quem quiser conhecer melhor o seu trabalho, o site dele é http://www.mcsill.net. A diferença na forma de escrever é gritante, já que o primeiro livro foi escrito apenas de acordo com as minhas impressões, o meu “feeling”, e nesse tudo está sendo muito pensado e estruturado. Há todo um planejamento antes de sair escrevendo, e isso é muito interessante, pois realmente faz diferença. Como leitores, pegamos a obra pronta e temos a impressão de que o escritor teve uma idéia, sentou na frente do computador, baixou a cabeça e saiu digitando, mas não é bem assim :).

Como foi o processo de publicação do livro? A procura por editoras? Fale um pouco das dificuldades e caminhos.
Loraine Pivatto – As dificuldades para um autor iniciante são muitas. Quando o livro foi concluído, mandei para grandes editoras, mas infelizmente não tive nenhum retorno, nem positivo nem negativo. Nos últimos contatos que fiz por telefone, a resposta continuava a mesma: “ainda não foi lido, se tivermos interesse entraremos em contato”. É difícil, pois eles recebem muito material diariamente e realmente não sei como essa avaliação é feita, mas entendo o lado das editoras, que normalmente optam por investir em autores conhecidos ao invés de arriscar em um iniciante.
Surgiu então a oportunidade de publicar com uma editora pequena (Novos Peregrinos), cujo editor leu o livro e se interessou. Ele me entusiasmou com a publicação, resgatando uma ideia que já estava engavetada, e me deu uma assessoria nas etapas do processo de edição: indicou quem eu deveria contatar para a diagramação do livro, revisão ortográfica, registro ISBN, capa, impressão na gráfica, até o lançamento na Livraria Cultura, em junho do ano passado. Apesar de diversos contratempos, foi uma experiência muito interessante, que me pôs em contato com um mundo completamente novo e me despertou grande interesse em continuar escrevendo e produzindo novos romances.

Pelo que andei lendo em vários blogs, seu livro de estréia foi muito bem recebido pelo público. Qual a sensação que proporciona? O retorno foi o esperado?
Loraine Pivatto – É uma sensação muito gratificante. Até o momento só tenho recebido retornos positivos, o que é, sem dúvida, maravilhoso. A grande maioria me diz que leu muito rápido, pois não conseguia largar o livro. Puxa, isso pra qualquer autor é bárbaro, não é? Prender a atenção e o interesse do leitor na trama é tudo o que queremos, por isso estou muito satisfeita. Tenho mandado o livro para diversos estados do Brasil e é muito legal quando as pessoas entram em contato para falar o que acharam da história. Saber que uma pessoa se emocionou com a história da Joana, sofreu com ela, se irritou com a sua obsessão, torceu para que reagisse, riu com as suas sandices... Ah, isso é delicioso. Nem tenho palavras para agradecer.

Uma rapidinha:
- Um livro?
O caçador de pipas
- Um autor?
Khaled Hosseini
- Um filme?
Coração Valente
- Uma pessoa?
Madre Tereza de Calcutá
- Uma frase?
Gaste mais horas realizando que sonhando, fazendo que planejando, vivendo que esperando, porque embora quem quase morra esteja vivo, quem quase vive já morreu.” Luis Fernando Veríssimo

Deixe uma mensagem aos leitores do blog, seus contatos e onde comprar o seu livro.
Loraine Pivatto – Pessoal, muito obrigada por todo o carinho e atenção. Estou bastante entusiasmada com os retornos que tenho recebido e com o interesse que vocês têm demonstrado pelo meu primeiro livro. Gostaria de convidar a todos para que leiam Perseguição Digital e me deixem suas opiniões, pois essas são valiosíssimas para o meu aprimoramento como escritora. Tenho feito algumas promoções com preços bem camaradas para facilitar a vida (e o bolso) daqueles que desejam adquirir um exemplar. Assim fica bom para todos, vocês podem adquirir por um custo acessível e eu consigo divulgar cada vez mais o meu trabalho :)
Quem quiser conversar mais comigo, sobre qualquer assunto, terei o maior prazer em receber seu e-mail. Posso demorar um pouco a responder, mas respondo sempre. :)



Que todos tenham dias alegres e com muito equilíbrio e paz.

Um abraço,
Loraine


Espero que vocês tenham gostado da entrevista, agradeço mais uma vez a Loraine que foi a autora escolhida do mês de maio no blog. Esta semana estou viajando a trabalho, então posso demorar um pouco para responder todo mundo, mas estou entrando sempre que posso! Sofrendo muito em Aracaju rsrs :)

Aproveitando para lembrá-los que ainda há tempo de participar do sorteio do livro Perseguição Digital no Viagem Literária. Participe, divulgue, adicione o livro no SKOOB. Ajude a divulgar uma ótima autora nacional. A promoção termina no dia 29 de maio de 2010, clique no banner abaixo e sigas as instruções.

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