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O hipnotista - Lars Kepler

>>  segunda-feira, 21 de novembro de 2011

KEPLER, Lars. O hipnotista. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2011. 480p. Joona Linna, v.1) Título original: The hypnotist.

“Não percebeu de imediato que o garoto ainda estava vivo. Enquanto passava um rádio apressadamente para pedir cobertura e uma ambulância, usou por engano um canal que cobria todo o distrito de Estocolmo.
- Ai meu Deus – gritou. – Eles foram chacinados... Crianças foram chacinadas... Não sei o que fazer. Estou sozinho, e todos estão mortos.” P.23

Eu adoro ficção policial e quando vi que os autores do livro eram suecos fui totalmente fisgada, já que Stieg Larsson entrou para o meu rol de favoritos do gênero. Lars Kepler é o pseudônimo do casal sueco Alexandra Coelho Ahndoril e Alexander Ahndoril, e hoje vou falar da história de O hipnotista.

Era um dia comum na cidade de Tumba – Estocolmo quando um zelador encontra um corpo no vestiário do centro esportivo. Ou o que deveria ser um corpo, já que o sangue cobria do chão ao teto toda a sala, a vítima fora mutilada e parcialmente desmembrada. Ele era professor de física e química da escola de Tumba, Anders Ek, casado com Katja Ek e pai de três filhos. 

Um policial é então enviado para comunicar a família do morto, mas chegando lá o que ele encontra é indescritível. Uma poça de sangue estava logo na entrada, o corpo mutilado de uma garotinha, apenas o tronco, no sofá da sala. A mãe estava morta, fora esfaqueada muitas vezes, e o garoto estava ensanguentado e largado no chão. O garoto devia ter uns 15 anos, e mais do que a cena sanguinolenta, o policial se assusta ao constatar que ele ainda estava vivo.

O detetive Joona Linna do Departamento Nacional de Investigação Criminal resolve investigar o caso após escutar a mensagem desesperada do guarda ao rádio. Ele analisa pessoalmente as duas cenas onde toda a família foi morta, parece que o assassino queria chacinar a família inteira, e ele ainda não deve saber que o menino sobreviveu. E que pode ter visto seu rosto.

O psiquiatra Erik Maria Bark é especialista em traumas agudos e no passado foi um pioneiro no uso da hipnose em seus pacientes. Ele é chamado ao hospital por Joona para avaliar Josef Ek, o menino de 15 anos, único sobrevivente. Josef está sedado e em estado grave, psicologicamente abalado, mas é o único capaz de identificar o assassino. Para piorar o detetive descobre que existe uma irmã mais velha que não morava com os pais, ele precisa da ajuda do garoto para proteger a vida da irmã, isto se ela não se revelasse uma suspeita.

Para descobrir o que aconteceu Joona pede que Erik hipnotise o paciente, já que o médico era famoso por conseguir acessar lembranças de episódios violentos. Porém há dez anos Erik prometeu nunca mais usar a hipnose, fizera isso depois do que havia acontecido no passado. E além disso, ele precisava voltar para casa, precisava chegar a tempo de aplicar a injeção do dia em seu filho Benjamim e tentar conversar com Simone – sua esposa –  que estava sempre brava com ele.

Erik acaba se convencendo a usar a hipnose, já que a irmã de Josef poderia estar correndo perigo de vida. Sua decisão vai colocar em risco tudo o que ele deixou para trás, reviver o seu passado pode ter consequências terríveis. 

“- Como o que? O que ele disse?
Erik ouve Daniella engolir em seco, e a voz soa muito cansada quando responde.
- Que você fodeu com a cabeça dele e que deveria deixar a sua maldita irmã em paz se não quiser ser eliminado. Disse isso várias vezes. Você pode esperar ser eliminado.” P.98

 A história de O hipnotista é totalmente original, tem uma narração forte e não poupa detalhes sórdidos nas cenas, além de ser minuciosa na construção de todos os personagens. Todos os personagens sofrem de algum tipo de distúrbio psicológico e o tema é abordado o tempo todo, muitas vezes de forma bem sutil.

Seus protagonistas são sempre cheios de conflitos. Joona trabalha sempre em busca da justiça e parece carregar um grande trauma em seu passado; Erik vive em conflito com a esposa e tenta esquecer o seu trabalho como hipnotista, tem pavor de voltar a usar a hipnose, mas acaba mudando de ideia para ajudar a policia; Benjamim é um menino doente e muito calado; Simone não confia no marido e os dois estão sempre em conflito. Daí para Josef, Evelyn - a irmã mais velha - e todos os outros protagonistas, pessoas cheias de problemas e de traumas não resolvidos.

Trama bem construída, ótimos personagens e agilidade na narrativa. O assassino é logo descoberto, mas isto não tira a atração da trama, pelo contrário. O livro me deixou empolgada e grudada na história até exatamente a página 292. Porém, depois desta parte ele volta ao passado por um longo tempo, deixa a trama confusa e cheia de narrativas desnecessárias. Por um lado gostei da reviravolta e da mudança de foco, por outro senti que um personagem foi completamente esquecido.

Não sei se foi a minha alta expectativa com a trama, mas neste ponto ele deixou de ser um livro nota 5, o que se confirmou no final. Se os autores tentaram usar a narrativa elaborada e misteriosa de Stieg Larsson, não conseguiram alcançar nem perto disto. A história tinha tudo para ser fantástica, mas em algum ponto eles erraram a mão. No final temos explicações não dadas, tramas secundárias não concluídas e um final corrido (o passado de Joona e a historia de Eric e Simone versus Danielle foram só alguns dos pontos que posso citar aqui sem spoilers).

Os mistérios da hipnose, os vários distúrbios psicológicos e a originalidade são os pontos positivos. Eu gostei, mas não entra nos meus favoritos do gênero. Se você leu me conta o que achou, quem gosta deste tipo de história leia!

Série Joona Linna de Lars Kepler
In: http://www.larskepler.com

  1. O hipnotista (The hypnotist)
  2. O pesadelo (The nightmare)
  3. The fire witness (os demais ainda não lançados no Brasil)
  4. The Sandman
Avaliação (1’ a 5): 

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