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Viajando no mundo das cores

Marina - Carlos Ruiz Zafón

>>  terça-feira, 27 de dezembro de 2011

ZAFÓN, Carlos Ruiz. Marina. Rio de Janeiro: Editora Objetiva, 2011. 189p. Título original: Marina.

“Às vezes, as coisas mais reais só acontecem na imaginação, Óscar – disse ela. - A gente só se lembra do que nunca aconteceu.” p.68

Carlos Ruiz Zafón ficou famoso depois do lançamento de seu maior sucesso, A sombra do vento (2001) vendeu mais de 10 milhões de exemplares pelo mundo. Depois dele veio O jogo do anjo, que embora tenha sido lançado em 2008, sua história se passa antes e revemos alguns personagens queridos. Este é o terceiro livro do autor espanhol a ser lançado no Brasil, na Barcelona de 1980 conheça Marina.

Em Barcelona no final da década de 1970 em alguns bairros o cenário era o de uma viagem ao tempo, casarões abandonados, ruas vazias e prédios decrépitos assomavam à margem da estrada de Vallvidrera. O bairro de Sarriá parecia um povoado esquecido no tempo. Ali no alto de uma rua erguia-se uma construção sombria, que mais parecia um castelo do que uma escola. Um colégio cercado de cidadelas de jardins, fontes, tanques lodosos e pátios; rodeados de edifícios sombrios e capelas tenebrosas, onde intermináveis galerias ficavam em perpétua penumbra. Este era o cenário onde vivia Oscar Draí, um menino de 15 anos que passava seus dias naquele colégio interno, esquecido pelos pais e pelo resto do mundo.

Em seu tempo livre Oscar fugia da escola para explorar a redondeza, em uma busca solitária por aventura, nas ruas ao redor, percorrendo solitário aquela cidade fantasma. Em uma daquelas tardes, vagando por ruas e casas abandonadas um estranho casarão chama sua atenção. Ele se depara com estranhos olhos amarelos na escuridão. O gato o observava na entrada da mansão e seguindo o felino, ele resolve entrar e escuta a voz mais linda que já ouviu, ela cantava.  Encantado e aterrorizado ele observa os móveis antigos, um relógio de ouro em cima da mesa... e de repente, um corpo se levanta de uma poltrona e vai em sua direção. Desesperado ele corre e só para quando chega a seu quarto.

Depois do episódio Oscar percebe que carregou com ele o relógio de ouro, com o vidro quebrado e apenas uma inscrição: “Para Germán, em quem fala a luz. K.A. 1964”. Mesmo assustado ele sente que precisa devolver o relógio, não pode ficar com algo que não o pertence. E volta ao casarão, lá onde tem uma visão que parecia um sonho, quando sua vida muda para sempre.

“Uma bicicleta emergia lentamente da bruma. Uma menina usando um vestido branco descia a encosta pedalando em sua direção. A contraluz do amanhecer, eu podia adivinhar a silhueta de seu corpo através do algodão. Uma longa cabeleira cor de feno ondeava escondendo o rosto. Fiquei ali, imóvel, contemplando-a enquanto se aproximava, como um imbecil com ataque de paralisia.” P. 17

Aquela era Marina, como ele se lembrava, desde a primeira vez que a viu. Oscar conhece a menina e seu pai Germán, o verdadeiro dono do relógio. Juntos eles irão viver uma aventura inesquecível e assustadora, repleta de suspense, pelas ruínas da cidade. O que eles irão descobrir ninguém acreditaria, mas quando a roda começa a girar eles precisam ir até o final, pondo suas vidas em risco.

Foi por esta época que ele ficou uma semana desaparecido do internato, até ser encontrado por um policial, vagando por uma estação de trem. Ele nunca contou o que havia acontecido, até que quinze anos depois, a memória volta a sua mente, e o nome de Marina ecoa como uma ferida aberta.

Zafón escreve de uma maneira arrebatadora, que prende o leitor em sua narrativa bela, rebuscada e cheia de suspense. Impossível não visualizar os cenários, não se envolver com os personagens e não desgrudar do livro até o final. Eu amei seus dois primeiros livros e estava ansiosa por mais um lançamento do autor. Dito isto, apesar de ter adorado o livro, esperava mais da obra.

Claro que dou um desconto, pois Marina foi escrito antes dos romances que já conhecemos do autor, mas mesmo assim a fórmula é repetitiva demais. A mesma Barcelona esquecida no mundo, os mesmos mistérios estranhos e seus personagens muito bem construídos, mas que entram de cabeça em um mistério estranho e que não tem nada haver com eles.  Para mim faltou motivação para as atitudes dos personagens, a história tem um que de “o médico e o monstro” e eu não entendia porque os personagens secundários davam trela tão fácil para dois adolescentes desconhecidos.

Não posso contar nada sobre o mistério que envolve o livro, quero que vocês se surpreendam tanto quanto eu, mas tirando o que disse acima, eu adoro a escrita do autor, seus livros terminam sempre muito bem amarrados e me deixam querendo mais. E como sempre a história emociona, é impossível não se envolver com os três personagens principais, o autor sempre me leva as lágrimas.

Indico para quem que é fã do autor, já avisando que a fórmula é a mesma que já conhecemos, mesmo com os protagonistas mais jovens. Para quem não conhece o autor é uma ótima maneira de começar.  Leiam!!

Avaliação (1 a 5):

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