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Viajando no mundo das cores

Princesa mecânica - Cassandra Clare

>>  terça-feira, 21 de janeiro de 2014

CLARE, Cassandra. Princesa mecânica. 2 ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2013. 430p. (As peças infernais, v.3) Título Original: Clockwork Princess.

“- Você quer isso? – A voz soou rouca.
- Quero – respondeu. – E você?
O dedo dele traçou o contorno de sua boca.
- Por isso, eu seria eternamente condenado. Por isso, eu abriria mão de tudo.
-Ela sentiu o ardor por trás dos próprios olhos, a pressão das lagrimas, e piscou cílios molhados.
- Will...
- Dw i’n dy garu di am byth – disse ele. – Eu te amo. Sempre. – E se moveu para cobrir o corpo de Tessa com o seu.” p.321

Os livros da Cassandra Clare estão em outro patamar quando falamos de YA sobrenatural. Tramas emocionantes, historias intensas, romances impossíveis e personagens apaixonantes. A trilogia As peças infernais se passa na Inglaterra vitoriana e apesar de ter um toque Steampunk, envolve o mesmo universo de Caçadores de sombras da queridinha Os instrumentos mortais. Estava ansiosa para saber como terminaria um dos melhores triângulos amorosos e foi assim que devorei Princesa mecânica.

Em Anjo mecânico conhecemos Tessa Gray, uma americana órfã de 16 anos que chega à Inglaterra para viver com o irmão mais velho. Assim que desce do navio ela é sequestrada, e descobre que não é uma humana normal, ela é uma transformadora. Ela precisa aprender a usar seus poderes e sabe que será forçada a se casar com seu sequestrador, o Magistrado. Ela é salva deste destino por um caçador de sombras, Will. Ele a resgata, e junto com Jem, Charlotte, Henry e Jessamine, abrigam Tessa no Instituto.
Para quem já leu o primeiro livro... Príncipe mecânico começa com Tessa lidando com seu estranho dom, de se transformar em qualquer pessoa, mas ainda não sabe a sua origem. Ela não é humana, mas também não é uma bruxa, nem uma caçadora de sombras. Charlotte corre o risco de perder a direção do Instituto, e mesmo assim continua protegendo Tessa de Mortmain e suas peças infernais. Will afastou Tessa dele para sempre, de coração partido ela se aproxima de Jem e os dois acabam se envolvendo. 

A partir daqui pode conter spoilers se você não leu os livros anteriores, confira as resenhas de Anjo mecânico e Príncipe mecânico.

Tessa Gray está noiva de Jem Carstairs, mas ela não consegue aproveitar o momento e ficar feliz com os preparativos, não com o perigo que ronda o Instituto todos os dias. Mortmain continua desaparecido, mas todos sabem que ele irá tentar pegar Tessa em algum momento, ele deixou claro que ela tem um papel importante na conclusão de seu projeto com as peças infernais, seus autômatos assassinos.

Ela precisa descobrir mais sobre se mesma, para entender porque o Magistrado precisa tanto dela e para tentar escapar. Ao mesmo tempo, o coração da moça está cada vez mais dividido, ela ama Jem, mas Will Herondale declarou seu amor quando já era tarde demais. Como pode ser possível amar duas pessoas na mesma medida?

O Cônsul insiste em negar a ameaça iminente e o pequeno grupo de Caçadores de Sombras do instituto está sozinho para combater os autômatos. Eles contam com as invenções pouco funcionais de Henry  e com a ajuda do feiticeiro Magnus Blane. A saúde de Jem se deteriora e com a morte do parabatai à porta, Will precisa sacrificar tudo para salvar a garota que ambos amam.

“- James Carstairs – falou, e engoliu em seco. Era sempre assim; quando mais precisava das palavras, mais dificuldade tinha de encontrá-las. As palavra do juramento bíblico do parabatai lhe vieram à mente. Rogo não deixá-lo ou voltar após segui-lo: pois, para onde fores, irei, e onde estiver, estarei. Os teus serão os meus, e teu Deus, o meu Deus. Onde morreres, morrerei, e lá serei enterrado. Que o Anjo faça isso por mim, e ainda mais, se qualquer coisa além da morte nos separar.” p.253

~~~~~~~~

A Tessa conseguiu resumir muito do que senti lendo o final da trilogia:
"- Sabe aquela sensação - disse ela -, quando está lendo um livro, e percebe que vai acontecer uma tragédia? Você sente o frio e a escuridão se aproximando, vê a rede se fechando em torno das personagens que vivem e respiram nas páginas. Mas está preso à história como se fosse arrastado por uma carruagem, e não consegue largar nem mudar o percurso? (p. 61-62)
A autora conseguiu ir além do que eu esperava, foi mais do que um final emocionante, com pontas bem amarradas, com algumas tristezas e outras alegrias. Foi arrebatador, de chorar e de sorrir, de se desesperar e dar pulinhos de alegria. De ficar angustiada e pensar “eu não acredito!”. Eu sempre lacrimejo um pouco nas partes emocionantes, mas um trecho deste livro me fez soluçar. Não vejo a hora de lançaram o último livro de IM, porque sei que alguns personagens estarão presentes.

A relação de Tessa, Jem e Will é muito mais do que um triângulo amoroso, e agrada até quem normalmente torce o nariz para este tipo de jogada do autor. Os dois são irmãos e melhores amigos. Tessa ama a doçura de Jem, e a impetuosidade de Will. Jem é seu porto seguro, Will sua alma gêmea. Ele nunca pode declarar seu amor por ela, atormentando pela maldição; e quando o fez, era tarde demais. Frente ao possível sofrimento de seu parabatai, se calou e sorriu pela felicidade dos dois, enquanto seu coração se partia. Eu nem sabia para quem torcer, Jem sempre foi meu personagem favorito e eu sabia que só tinha um jeito de Will terminar com Tessa, a morte de Jem. E eu não conseguia imaginar uma maneira da autora resolver isso...

Por falar nisso, pessoas mais inteligente do que eu aff, por favor, pulem a leitura da árvore genealógica que tem logo no início do livro. Eu adoro estas informações extras, fui logo olhar tudo e quase infartei de ódio. Tem todas as famílias, e claro, quem casou com quem. Vi o final de três personagens só de passar o olho e quase joguei o livro longe. Não sei como saiu na edição original, mas isso deveria estar no final e não no início do livro. L

Minha única reclamação, o resto foi pura perfeição. A autora faz muitas reflexões sobre a morte, sobre a vida após a morte. Ela fala de reencarnação, de destino, de perda e de aceitar a partida de alguém que você ama. Em uma passagem Jem diz “Viver é mais do que não morrer” e meu coração se partiu por ele. Eu terminei a leitura em frangalhos, com o coração esmagado. O livro começa até devagar, com pouca coisa acontecendo, mas em seguida tem tantas reviravoltas que a historia fica perfeita, do início ao fim.

Ela tem o dom de fazer o leitor se apagar por todos os seus personagens. Will com sua inteligência, teimosia e lindos olhos azuis; Tessa tão inocente, forte e abnegada; Jem tão doce, frágil e ao mesmo tempo tão forte e cheio de amor para dar; os irmãos Lightwood tão diferentes e tão sofridos; Cecily a grande revelação do livro, tão madura e linda; Sophie com sua coragem e altruísmo; Henry com seu jeito desastrado e divertido; Magnus cheio de personalidade e tiradas divertidas; Charlotte com sua preocupação e cuidado maternal com todos os moradores do instituto; e até Bridget, com suas músicas depressivas e completamente sem noção. J

Eu já escrevi tudo isso? Parei! E não disse tudo o que eu queria... Só espero que todos vocês que não conheçam a série adicionem na lista de desejados, é uma trilogia linda, emocionante e imperdível.  Leiam!!

Trilogia As peças infernais de Cassandra Clare
  1. Anjo mecânico (Clockwork Angel)
  2. Príncipe mecânico (Clockwork Prince)
  3. Princesa mecânica (Clockwork Princess).
Avaliação (1 a 5):

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