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Viajando no mundo das cores

Hora morta - Anne Cassidy

>>  terça-feira, 15 de julho de 2014

CASSIDY, Anne. Hora morta. Rio de Janeiro: Editora Rocco, 2014. 320p. (The murder notebooks, v.1). Título original: Dead time.

“Ela olhou para a portaria e viu uma placa que dizia Portões fechados às 18:30. Embaixo, na parede de tijolos, alguém tinha escrito em grafite: Hora morta.” p.90

Suspense YA, será que a moda pega? A inglesa Anne Cassidy apostou no gênero, com uma trama que mistura adolescentes, investigação, assassinato, suspense e uma pitada de romance. Hoje conto para vocês o que achei do primeiro livro da série The murder notebooks, Hora morta.

Rose Smith vive em luto desde que a mãe e o padrasto desapareceram misteriosamente, cinco anos atrás. Kathy Smith e Brendan Johnson eram policiais que investigavam crimes antigos e muitas vezes, perigosos. Até que um dia saíram para jantar, e nunca mais foram encontrados, vivos ou mortos. Deixam para trás os filhos, Rose filha de Kathy, Joshua filho dele. Eles foram para um lar temporário, até que a assistente social revelou algo que Rose nunca soube, a existência de sua avó materna, Anna Christie. Rose é enviada para a avó em Londres, Joshua vai morar com um tio em Newcastle. Os dois prometem manter contato, ele era seu “irmão”, a única família que lhe restava. Sem avanços na investigação, acabam se afastando e perdendo o contato, Rose vai estudar em um colégio interno, Joshua para a faculdade.

Rose finalmente consegue convencer a avó a ir morar com ela e estudar em uma escola normal. A avó é bem rígida, mas acaba concordando, já que é o último ano e com 17 anos, Rose em breve estará na faculdade. Isso também significa reencontrar Josh. Muito tempo se passou, ela está nervosa e ansiosa quando sai de casa, sob o falso pretexto de uma aula de violino. É noite, a estação de trem está quase deserta, o trem ainda não chegou.

Ela não estava sozinha, Ricky Harris estava lá. Um colega de escola, ela não gostava dele. Rose gostava do anonimato, de suas roupas desprovidas de cor e de passar despercebida. Ricky implicava com ela, e nesta noite não foi diferente. Ricky acaba se afastando para ir embora, e quando Rose se vira, presencia seu assassinato.

Dar-se início a uma teia de acontecimentos, que incluem bullying, assassinato e intrigas. Paralelamente, Josh com a ajuda de Skeggie - o amigo com quem divide apartamentoum daqueles gênios com computadores -,  começa a investigar o sumiço de seu pai e da mãe de Rose. Mesmo sem gostar de Ricky, Rose começa a seguir algumas pistas para descobrir quem o matou. Ela está confusa, acha que sua mãe está morta e é melhor deixar o que aconteceu no passado, enquanto Josh está obcecado pelo caso. Juntos, eles irão descobrir muito mais do que deveriam, dando início a um perigoso jogo de investigação.

~~~~~~

Enredo interessante não é? Eu já comecei meio cética, como amante do gênero não é qualquer suspense que me convence, ainda mais voltado ao público jovem. E realmente não achei aquela Coca-cola toda, mas o livro tem seus pontos positivos.

A série se inicia na verdade com um conto, Dias sombrios, que apresenta a história contando sobre o desaparecimento dos pais de Rose e Josh. O conto pode ser baixado gratuitamente no Kobo e em outras plataformas, mas ele bem que poderia ter sido incluído gratuitamente nesta edição; eu mesma só fiquei sabendo dele agora, quando fui pesquisar sobre a série para escrever a resenha. E acho que o conto faz falta, o livro já começa com Rose na casa da avó, pagando de adolescente rebelde. Ela conta o que aconteceu no passado, mas demoramos para ter um quadro completo da situação.

Eu gostei do enredo, do mistério em torno do desaparecimento ou assassinato dos pais deles, e do assassinato do colega de escola de Rose. Gostei bastante da escrita e da forma como a autora foi apresentando as pistas, ela tem a mão boa para o suspense. Tanto que me manteve presa até o final, eu desconfiei dos desdobramentos – achei tudo bem sacal na verdade -, mas não vi isso necessariamente como uma falha.

Porém, sempre tem um porém rs, não gostei de Rose como protagonista. Ela é tímida, introspectiva e pouco carismática. Suas atitudes são tão inexplicáveis. Ela odeia o carinha que morreu, mais do nada começa a investigar quem o matou – tudo bem que teve outro desdobramento para que isso acontecesse, mas mesmo assim foi estranho. Ela não quer saber nada sobre a investigação do sumiço da mãe, alerta Josh dos perigos, diz que ele deve mostrar as pistas para a polícia... enquanto no caso do Ricky, ela está mais do que disposta a entrar em cemitérios à noite e seguir pessoas na rua. Josh é legal, mas a química entre os dois é estranha, irmãos que não são irmãos, ela se sente atraída por ele, a coisa toda é meio nonsense.

Achei também que algumas coisas não faziam sentido. A investigação tem aquela coisa manjada, de um policial do nada contar tudo para Rose, das pistas caírem no colo deles enquanto a policia não sabe de nada... mas vamos combinar, isso também acontece nos livros adultos do gênero com frequência rs. Em um momento a avó de Rose era extremamente controladora com os horários da neta, em outras ela some e Rose faz o que quer. A relação das duas não é suficientemente explorada; um livro deste tamanho, onde acontecem tantas coisas, não deixa muito espaço para a construção dos personagens secundários. Mesma coisa com Rose na escola, ela parece passar incólume por lá, sem amigos, sem contatos, tudo muito estranho. Gostei de Josh, ele é persistente, inteligente, e tem o maior cuidado com Rose.

A história termina bem, um caso é solucionado, o outro trás uma revelação bombástica. Eu li torcendo a cara e reclamando das falhas da trama, mas no fim fiquei lendo e lendo ansiosa para chegar ao final. É daqueles que eu reclamo, mas leio rapidinho e ainda fico querendo a continuação hehe. Ou seja, não amei, mas vale a leitura. É diferente da maioria dos YAs que vemos por aí, tem suspense e um enredo rápido. Leiam!


Série The murder notebooks
  1. Hora morta (Dead time)
  2. A morte de Rachel (Killing Rachel)
  3. O túmulo da borboleta (Butterfly grave)
  4. Dead and buried (ainda não lançado no Brasil)
Avaliação (1 a 5):

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