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Quem é você Alasca? - John Green

>>  segunda-feira, 25 de agosto de 2014

GREEN, John. Quem é você Alasca?. São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2010. 230p. Título original: Looking for Alaska.

“Eu queria tanto me deitar ao lado dela, envolvê-la em meus braços e adormecer. Não queria transar, como nos filmes. Nem mesmo fazer amor. Só queria dormir com ela, no sentido mais inocente da palavra. Mas eu não tinha coragem. Ela tinha namorado. Eu era um palerma. Ela era apaixonante. Eu era irremediavelmente sem graça. Ela era infinitamente fascinante. Então voltei para o meu quarto e desabei no beliche de baixo, pensando que, se as pessoas fossem chuva, eu seria garoa e ela, um furacão.” p.91

O livro mais famoso do John Green é A culpa é das estrelas, mas apesar disso, este é o favorito de muita gente. O livro é tão amado que vi vários comentários afirmando que Cidades de papel era parecido e não tão bom, e que O teorema Katherine não consegue ser tão engraçado. Ele não tem mais de 100.000 leitores no SKOOB como ACEDE, mas é o segundo livro mais lido do autor no Brasil. Hoje conto para vocês o que achei de Quem é você Alasca?.

Miles Halter é um adolescente inteligente e solitário. Sem amigos na escola, está de saco cheio de sua vida medíocre e convence os pais a enviá-lo para um colégio interno; Culver Creek, onde seu pai também estudou. Os pais estavam receosos, mas acabaram concordando por ser uma ótima escola particular. Miles teria grandes chances para conseguir entrar em uma boa faculdade, faria novos amigos e amadureceria. Para ele, tudo o que importava eram as palavras finais do poeta François Rabelais: “Saio em busca de um Grande Talvez”. Miles era fissurado por últimas palavras, obcecado por biografias.

No colégio ele logo faz amizade com seu colega de quarto, Chip Martin, mais conhecido como Coronel. Miles, alto e magro, ganha apelido de Gordo. Chip o apresenta a Alasca Young, uma moça bonita e interessante, que deixa Miles de quatro. Alasca tem grandes olhos verdes, uma língua afiada e um comportamento instável. Apesar de ter namorado, ela flerta descontraidamente com Miles, enquanto ele começa a se apaixonar.

Junta-se a turma Takume e Lara, formando um grupo, nem sempre inseparável, de cinco amigos. Alasca é uma incógnita, atira Miles em um carroção de emoções, e com tudo isso quem sabe ele encontre, o seu Grande talvez.

"Se ao menos conseguíssemos enxergar a infinita cadeia de consequências que resulta das nossas pequenas decisões. Mas só percebemos tarde demais, quando perceber é inútil."

~~~~~~

Não da para falar muito sobre o enredo, muita coisa que irá acontecer o leitor precisa descobrir aos poucos. Posso dizer que o livro é dividido em ANTES e DEPOIS. Cada capítulo é nomeado com uma data “cento e vinte dias antes” e assim sucessivamente, obviamente, o leitor fica curioso para saber qual é o ponto de interseção, qual acontecimento marcou tanto a vida de Miles. Eu saquei o que seria, mas não atrapalhou minha experiência com a leitura.

Eu adorei, mas esperava mais. Esperava amar de paixão porque tanta gente fala maravilhas sobre ele, porém não curti algumas coisas. Muita gente fala da semelhança dele com Cidades de papel, comparando Alasca e Margo, Miles e Ben, e realmente existem alguns pontos em comum. Pode ser isso que não me surpreendeu tanto, já que ao contrário da maioria, eu li Cidades de papel primeiro.

Alasca é uma daquelas personagens que conquistam pelo mistério e pelas atitudes inconsequentes; fuma demais, fala demais, é divertida, surta total e tudo gira em torno dela. Como personagem não me encanta, me irrita, eu não entendi porque Miles via tanta graça em uma menina tão... bipolar. Como centro da trama, cumpre seu papel, toda a história gira em torno dela. Para mim a grande questão é mostrar como uma pessoa pode influenciar e mudar a vida de outra.

No meio de tudo isso o autor fala de bebida, cigarros, sexo e trotes na escola. Aborda ainda, religião, sofrimento e morte, discute crenças e grandes perguntas. Uma questão explorada pelo professor de religião é como responder a pergunta feita por Alasca: “Como sairemos deste labirinto de sofrimento?”. O labirinto é a vida e os sofrimentos que vêm com ela, segundo ele estamos todos nós em um labirinto, cada um tentado lidar com ele à sua maneira.

John Green escreve muito bem, para quem gosta de seu estilo sarcástico, bem humorado e cheio de Grandes Talvez, é sempre uma ótima pedida. Não tanto pelos personagens, mas pela história que eles contam é um ótimo livro. Leiam!

Avaliação (1 a 5):

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