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Viajando no mundo das cores

Extraordinário - R. J. Palacio

>>  sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

PALACIO, R. J. Extraordinário. Rio de Janeiro: Editora Intrínseca, 2013. 320p. Título original: Wonder.

“Sei que não sou um garoto de dez anos comum. Quer dizer, é claro que faço coisas comuns. Tomo sorvete. Ando de bicicleta. Jogo bola. Tenho um Xbox. Essas coisas me fazem ser comum. Por dentro. Mas sei que as crianças comuns não fazem outras crianças comuns saírem correndo e gritando do parquinho. Sei que os outros não ficam encarando as crianças comuns aonde quer que elas vão.
Se eu encontrasse uma lâmpada mágica e pudesse fazer um desejo, pediria para ter um rosto comum, em que ninguém nunca prestasse atenção. Pediria para poder andar na rua sem que as pessoas me vissem e depois fingissem olhar para o outro lado. Sabe o que eu acho? A única razão de eu não ser comum é que ninguém além de mim me enxerga dessa forma.”

Quando um livro cai na boca do povo e todo mundo só fala dele, geralmente acontece o oposto comigo, eu leio tanto sobre o dito cujo que enjoo e deixo para depois. Normalmente, eu me arrependo depois, fico pensando que era tão bom e eu demorei tanto para ler. Foi o que aconteceu com ACEDE. Enfim, todo mundo falou e elogiou e o livro ganhou asas, com mais de 140.000 leitores no Goodreads e nota média de 4.42, no Skoob mais de 20.000 e média de 4.6. O livro cria uma alta expectativa! E hoje conto para vocês minha opinião sobre Extraordinário , da R. J. Palacio.

August Pullman, o Auggie, é um menino de 10 anos que queria muito ser apenas comum, mas ele nasceu com uma síndrome genética que lhe causou uma enorme deformidade facial, um tipo de disostose bucomaxilofacial complicada por uma microssomia hemifacial. Quando ele nasceu, os médicos disseram que provavelmente ele não sobreviveria, mas 26 cirurgias depois ele estava vivo e bem. Era um garoto normal e saudável, mas seu rosto sempre seria assim, diferente, especial para seus pais, grotesco para o resto do mundo.

Os pais o amam incondicionalmente, vivem dizendo que ele não é mesmo um garoto comum, e sim um garoto extraordinário. Sua irmã Olivia, a Via, tem 15 anos e está acostumada a se virar sozinha desde cedo, pois seus pais estavam sempre estavam ocupados com a recuperação do irmão. E quem ela era para reclamar, diante de todas as dificuldades dele? Mas às vezes, só as vezes, ela queria ser prioridade. E agora, em uma escola nova, Via só quer ser uma garota normal, sem ser conhecida como a irmã do garoto deformado.

Por causa de suas inúmeras cirurgias Auggie foi educado pela mãe em casa, mas agora ele está saudável e pronto para ir à escola pela primeira vez. O quinto ano em uma escola nova já é complicado para todas as crianças. Imagine quando se tem um rosto tão marcante! Auggie quer convencer os colegas de sua nova escola que apesar de sua aparência, ele é um menino igual a todos os outros, uma missão nada fácil.

“Então me levantei junto e aplaudi sem parar. Aplaudi até minha mãos doerem. Por um segundo, imaginei como seria legal estar ali, no lugar da Via e do Justin, com toda aquela gente os aplaudindo de pé. Acho que devia haver uma regra que determinasse que todas as pessoas do mundo tinham que ser aplaudidas de pé pelo menos uma vez na vida.” p.237

~~~~~

Um livro que todo mundo deveria ler. Simples assim. Agora ou no ano que vem, ou no próximo, vocês deveriam ler e presenteá-lo, emprestar e passar adiante essa mensagem. Deveria ser leitura obrigatória nas escolas, este livro passa tantas lições de humanidade, generosidade e humildade.

Auggie é uma garoto tão amado. tão forte e bondoso que eu queria protegê-lo de tudo o que ele teve que enfrentar, queria socar umas crianças, enquanto ele, deixava para lá e seguia em frente. Tem uma frase do livro “o universo nos abandonaria à própria sorte, e o universo não faz isso, ele cuida das suas criações mais frágeis de formas que não vemos...” (p.210) que mexeu muito comigo, porque Auggie teve todas as infelicidades do mundo, um fardo grande demais para um garotinho, mas por outro lado ele teve toda a felicidade do mundo. Pais dedicados que o amam com todo o coração e são capazes de fazer tudo por ele, uma irmã mais velha que o defende e briga pelo irmão sempre que preciso, amigos, uma cachorra que quase parecia um ser humano, a Daisy. E poderia ter sido diferente, lendo eu me lembrei de Corações feridos, onde uma garotinha com o rosto deformado é humilhada pelos pais, que achavam que ela não era uma coisa de Deus.

Engraçado que apesar do protagonista ter apenas 10 anos, este não é um livro infantil, é um livro para todas as idades. A narrativa é muito madura e Auggie narra apenas partes do livro, outros personagens viraram narradores e achei esta escolha da autora fantástica. Coadjuvantes não ficam à margem da história, pois eles também vêm contar a sua parte e falar um pouco sobre como é conhecer o Auggie.  E a autora sempre conta os dois lados, sempre dá a chance de alguns personagens se redimirem, gostei muito dessa abordagem.

Quem já leu o livro, enquanto liam vocês chegaram a pensar como seria a reação de vocês se estivessem na escola e um colega como o Auggie entrasse para a turma? Eu pensei nisso o tempo todo, e sinceramente não sei o que eu teria feito. Eu sei que eu não teria feito piada e humilhado o garotinho, mas eu não sei se  eu me manteria neutra ou se daria para ele uma mão amiga. Espero que sim! Crianças são tão influenciáveis, por isso acho ainda mais importante a mensagem desse livro ser repassada. Pretendo deixar meu exemplar sempre emprestado, depois conto para vocês o andamento do projeto. ^^

É claro que um livro tão falado teve seus direitos vendidos para o cinema, o filme será dirigido por John Krokidas, mas ainda não tem elenco ou previsão de lançamento definido. 

Esse livro mexeu tanto comigo, entrou na minha lista de favoritos e eu queria escrever mais, falar mais sobre como todos vão amar o Auggie, mas me faltam palavras. Eu me emocionei tantas vezes, algumas apenas dos olhos marejarem, mas por duas vezes eu chorei litros.


Emocionante, diferente, comovente. Alegre, verdadeiro, especial. Um livro indispensável na estante e uma mensagem que precisa ser transmitida! Leiam!

Avaliação (1 a 5):

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