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Eu estive aqui - Gayle Forman

>>  terça-feira, 21 de julho de 2015

FORMAN, Gayle. Eu estive aqui. São Paulo: Editora Arqueiro, 2015. 240p. Título original: I was here.

“Sinto muito informar que precisei dar fim à minha própria vida. Estou adiando esta decisão há muito tempo, e ela é minha e de mais ninguém. Sei que isso lhe causará sofrimento, e lamento que seja assim, mas saiba que eu precisava acabar com a minha dor. Não tem nada a ver com você, mas tudo a ver comigo. Não é culpa sua.” p.7

Suicídio. Um assunto que é tabu, evitado, escondido, condenado. Esse é o tema principal do novo livro da Gayle Forman no Brasil, Eu estive aqui.

Cody Reynolds fica chocada e arrasada quando sua melhor amiga, Meg Garcia, toma uma dose de veneno e morre, sozinha em um quarto de motel. Ela não consegue entender porque Meg não pediu ajuda, como ela não enxergou que havia algo de errado. Elas haviam se afastado um pouco depois que Meg ganhara uma bolsa e se mudara para fazer faculdade em Tacoma. Enquanto isso, Cody, sem dinheiro, continuou morando com a mãe e trabalhando. Meg fora sua melhor amiga a vida toda. E Meg tinha uma vida perfeita, ótimos pais, um irmão mais novo fofo, dinheiro, amigos, beleza e inteligência.

Devastados, os pais de Meg pedem a Cody que vá até a faculdade para buscar as coisas da filha. Chegando lá, começa a descobrir várias coisas que a amiga não havia lhe contado. Conhece seus colegas de quarto, alguns  de seus amigos e encontra mensagens perturbadores em seu notebook. Muitas delas para um tal de Ben McCallister, um guitarrista fracassado que aparentemente dormiu com Meg e a descartou em seguida.  Vasculhando, descobre outras pistas e começa a investigar a morte da amiga, questionando tudo o que sabia sobre ela.

“Infelizmente, nesse cenário, o Brasil tem um lugar de destaque. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), é o oitavo país com maior índice de suicídio. De acordo com um estudo de 2014, cerca de 800 mil pessoas morrem vítimas da depressão.” Nota da autora, p.227

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Apenas um dia e Apenas um ano são meus livros preferidos da autora, mas no geral gosto muito do estilo, da forma realista e emocionante como ela escreve. Os livros fluem muito bem, eu sempre me apego muito aos personagens e devoro o livro em poucos horas. Nesse sentido, aqui não foi diferente, o enredo prende, tem um ar de suspense com a investigação de Cody, ao mesmo tempo que tem uma sensação de inevitabilidade muito grande, afinal, o livro já começa com a morte de Meg.

Cody é uma protagonista interessante. A mãe não queria ter filhos e nunca deu muita atenção para ela, o pai é desconhecido. Ela foi praticamente criada pelos pais de Meg e ficava mais tempo na casa da amiga do que na dela. Meg sempre teve tudo com o que Cody sonhou, e quando Meg ganha uma bolsa integral e vai para a faculdade, elas se afastam um pouco. Cody pareceu estar evitando Meg, presa com sua vida infeliz na pequena cidade onde viviam, fazendo faxina para sobreviver. Mas ela ama Meg incondicionalmente, chega a dizer que ela era “sua melhor metade” e é lindo e triste ver a relação das duas sendo contada. Cody tem dificuldade em entender a escolha da amiga, afinal, para ele Meg tinha tudo.

Suicídio é um tema pesado e difícil de ser contado, até na literatura deve ser explorado com muito cuidado. Aqui a autora aborda o assunto de forma muito realista, mostrando grupos terríveis de “apoio aos suicidas”. Não para apoiá-los para se tratar e melhorar, mas para apoiá-los a conseguir o que desejam. O tema me lembrou de Por lugares incríveis que gostei muito, porém aqui os personagens são mais maduros. É assustador ver como as pessoas se levam para esse caminho de forma tão fácil, como seus problemas tomam proporções gigantescas e insolúveis. É triste, desolador.

Não gostei muito de alguns aspectos no desenvolvimento da obra, por isso ele não foi dos meus favoritos da autora. Achei que alguns aspectos foram mal explorados, muita coisa foi abordada de forma pouco profunda, muita coisa ficou no ar. Por um lado Cody conta que não saia da casa da Meg, cresceram juntas, mas ela nunca percebeu que a amiga era depressiva. Achei tão estranho sua cegueira em relação a dita “melhor amiga”. O envolvimento dela com Ben também foi muito corrido, muita coisa poderia ter sido melhor. Tanto que o livro é bem fininho, ainda mais se considerarmos a seriedade do assunto.

Enfim, eu curti muito a leitura, mas senti falta de outros ângulos na história, é tudo centrado no que Cody pensa, no que Cody vive. E tinha tantos personagens interessantes, a narrativa em primeira pessoa perdeu muito nesse aspecto. Quem leu me conte o que achou, de qualquer forma acredito que vale a pena a leitura. Leiam! ^^

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