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O jogo do anjo - Carlos Ruiz Zafón

>>  sexta-feira, 3 de novembro de 2017

ZAFÓN, Carlos Ruiz. O jogo do anjo. Rio de Janeiro: Editora Suma das Letras, 2017. 520p. (O cemitério dos livros esquecidos, v.2). Título original: El juego del ángel.

Sinopse: Aos 28 anos, desiludido no amor e na vida profissional e gravemente doente, o escritor David vive sozinho num casarão em ruínas. É quando surge em sua vida Andreas Corelli, um estrangeiro que se diz editor de livros. Sua origem exata é um mistério, mas sua fala é suave e sedutora. Ele promete a David muito dinheiro e sua simples aparição parece devolver a saúde ao escritor. Contudo, o que ele pede em troca não é pouco. E o preço real dessa encomenda é o que David precisará descobrir.

Ao contrário da grande maioria das pessoas que leram esse livro, eu não o fiz depois de ler A Sombra do Vento. Normalmente eu evito interferir na ordem cronológica das histórias e lançamentos editoriais, mas não foi o caso. Assim, posso dizer com propriedade que o fato de ter lido ou não a obra anterior não interfere na leitura deste livro, do escritor espanhol Carlos Ruiz Zafón, que acabou de ganhar uma edição linda e novinha para as estantes brasileiras.

O que me chamou a atenção neste livro foi o fato de focar em escritores e o processo de escrita. Esse assunto me atrai que nem uma goiabada atrai um queijo, uma poça de água suja na rua atrai uma roupa branca, ou igual a preguiça atrai uma maratona na Netflix. Então foi apenas ler a sinopse e me interessei, e abri as páginas sem expectativas, sem pré conceitos, sem nem saber o gênero que me esperava. Queria apenas ser fisgada e ter uma boa leitura.

Agora eu sei que este livro faz parte da série Cemitério dos Livros Esquecidos, nome que faz parecer a sala de leitura de uma bibliotecária de 90 anos. E agora eu também fui batizada no estilo de escrita do autor, de contar diversas histórias e tramas ao mesmo tempo, de alguém claramente apaixonado pelos livros e pela arte de escrever. Eu me identifiquei com isso, e todas as passagens que envolviam as situações do ofício de escritor do personagem principal, David Martin, eram minhas favoritas. Começando pelos pequenos contos no jornal, passando pelo contrato com os prazos mais absurdos da face da terra, realmente foi possível perceber o desenvolvimento e amadurecimento do ofício da escrita.

O que eu não gostei do livro foi o ritmo lento, que tornava impossível uma leitura empolgada e hipnotizada. A quantidade de personagens, histórias embaralhadas, diálogos confusas é muito grande. Diversas vezes tive que voltar duas ou três páginas para tentar entender, e mesmo assim ficar sem entender nada...

Fiquem tranquilos, pois esta é uma resenha sem spoilers, então não me sinto confortável em contar qualquer aspecto da história que não esteja na sinopse acima. Mas tenho que alertar que o final é muito aberto. Ou seja, se você é daqueles que gostam das coisas preto no branco, tim tim por tim tim relatado e sem margens para dúvida... ah! Esqueçam! Esse livro só vai agradar se você gostar de interpretar, de brincar na base do “e se”, de conseguir enxergar que entre o preto e o branco há o cinza, que existem anjos, demônios, anjos demônios e demônios anjos, e que todos podemos ser tudo isso.

Eu tenho orgulho de ter a mente aberta e aceitar muita coisa, mas eu bem que gosto de um livro com o final amarrado. Mesmo assim, não me incomodei com esse, mas sim com o desenrolar da história.

Antes de acabar, porém, eu gostaria de deixar aqui um dos primeiros trechos do livro:

"Um escritor nunca esquece a primeira vez em que aceita algumas moedas ou um elogio em troca de uma história. Nunca esquece a primeira vez em que sente o doce veneno da vaidade no sangue e começa a acreditar que, se conseguir disfarçar sua falta de talento, o sonho da literatura será capaz de garantir um teto sobre sua cabeça, um prato quente no final do dia e aquilo que mais deseja: seu nome impresso num miserável pedaço de papel que certamente vai viver mais do que ele. Um escritor está condenado a recordar esse momento porque, a partir daí, ele está perdido e sua alma já tem um preço."

Eu me considero uma escritora. Uma escritora amadora, claro, mas eu adoro escrever. Eu adoro contar casos, falar e me comunicar, e a escrita é uma das maneiras de fazer isso, certo? E eu lembro a primeira vez que recebi essas moedas, aprecio as críticas e sorrio com os elogios. E por isso eu gostaria de agradecer o espaço aqui cedido pela minha grande amiga careca (ela vai entender essa brincadeira interna), mais conhecida como Fernanda. E a todos vocês que nos acompanham, que lêem o que escrevemos.

Se eu pudesse fechar os olhos e montar um mundo ideal, nele eu seria escritora, moraria numa casa com um gramado enorme para o Peri correr, só comeria comida italiana e doces, e assistiria Netflix o dia inteiro. Metade desta lista já está feita... o resto a gente sonha, a gente brinca, a gente disfarça nossa falta de talento e de vez em quando vem aqui brincar de ser escritor. E dividir com todos o prazer que é ler.

Por esses sentimentos (e só por eles), a nota do livro é 2,5!

Até a próxima, pois eu também já estou perdida e anseio pelo meu nome impresso!

Série O cemitério dos livros esquecidos do Carlos Ruiz Zafón:
  1. A sombra do vento (La sombra del viento)
  2. O jogo do anjo (El juego del angel)
  3. O prisioneiro do céu (El prisioneiro del cielo)
  4. O labirinto dos espíritos (El laberinto de los espíritus)

Avaliação (1 a 5): 2.5


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