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Viajando no mundo das cores

Tempestade de guerra - Victoria Aveyard

>>  segunda-feira, 23 de julho de 2018

AVEYARD, Victoria. Tempestade de guerra. São Paulo: Editora Seguinte, 2018.702p. (Red Queen, v.4). Título original: War storm.

“Imagino que Cal não tenha ideia, nem uma suspeita, de que a Guarda Escarlate e Monfort não têm a menor intenção de deixar que permaneça em qualquer trono que assumir. Imagino que se importa mais com a coroa do que com o que qualquer vermelho pensa. E imagino que não devo mais chamá-lo de Cal.
Tiberias Calore. Rei Tiberias. Tiberias VII.” p.9

O quarto e, provavelmente, último volume da série Red Queen foi muito aguardado pelos leitores, principalmente depois do final arrasador de A prisão do rei. A batalha será árdua, alianças são quebradas, novas alianças são feitas. Confira o que achei de Tempestade de guerra da Victoria Aveyard.

Para os fãs de distopias jovem adulto, essa é uma das séries imperdíveis. Na história o mundo é dividido basicamente em prateados e vermelhos. Prateados são a realeza, os nobres que possuem poderes diversos e são poderosos. Eles são divididos em grandes casas, se unem em torno do monarca. Os vermelhos são a ralé, os empregados/escravos que lutam para sobreviver. Aos vermelhos restam a servidão, ou a guerra. A protagonista Mare Barrow, 17, descobre que tem poderes, apesar de ser uma vermelha. E isso começa a mudar tudo. Os rebeldes da Guarda Escarlate se revelam, o mundo começa a mudar.

A partir daqui contém spoilers se você não leu os livros anteriores.

Mare Barrow tenta se recuperar depois da traição de Cal. Ela acreditava que o namorado iria lutar por um mundo melhor, livre dos reis e do domínio prateado. Mas Cal coloca tudo a perder quando se alia a sua avó, Anabel, ao seu tio, Julian, e resolve lutar pelo seu direito ao trono. Junto a ele estão várias grandes casas, que o defendem como o legítimo herdeiro e querem a queda de Marven.

Para vencer a guerra e derrubar Marven, o reino de Monfort e a Guarda Escarlate precisam se aliar a Cal, uma aliança frágil. Junto a Cal está a Casa Samos, liderada por Volo, que se intitulou rei de Rift. Claro que para a aliança, Volo exigiu que Cal se casasse com sua filha, Evangeline. Os dois se odeiam, os dois estão apaixonados por outras pessoas. Cal ama Mare, que nunca irá perdoá-lo pela traição que cometeu. Evangeline que sempre desejou o trono, está apaixonada por Elane Haven, esposa de seu irmão, um amor fadado ao fracasso.

Monfort deixou claro que é possível se construir um país onde vermelhos e prateados vivem em paz, como iguais. A guarda escarlate não tem a menor intenção de apoiar outro rei prateado por muito tempo. Mas precisam de Cal, até derrubar Marven. Marven já provou ser bem pior, ao torturar Mare, ao cometer inúmeras atrocidades. Perturbado pela mãe morta, assombrado e sozinho. Ele se uniu a Lakeland, ao se casar com Iris Cygnet, uma princesa poderosa.

A guerra será terrível para todos os lados envolvidos. O final se aproxima. Promete sangue, vermelho e prateado, promete derrubar barreiras e destruir países.

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Eu esperei muito por esse final, estava curiosa para saber o que a autora iria arrumar, porque o livro anterior terminou com um soco no estômago, Cal traindo Mare e se aliando aos prateados inimigos de Marven, para lutar pelo trono. O livro era enorme e eu temia muita enrolação, mas isso não aconteceu. No geral eu adorei a leitura! Gostei da narrativa se alternar entre vários personagens importantes, de todos terem destaque e de mostrar vários ângulos da guerra. Mas em alguns sentidos eu também esperava mais, vamos pelo início.

Os personagens. Eu adorei a evolução de Evangeline, a menina insuportável dos primeiros livros, se mostrou uma das personagens mais fortes, complexas e interessantes. Marven estava mais doente do que nunca, mas isso não me surpreendeu, só torci para ele se dar mal antes de matar alguém importante. O personagem de Cal foi descontruído pela autora, isso me desgostou. Tudo bem que ele tinha a influência da avó e o desejo de assumir o trono para qual foi destinado a vida toda. Mas nem por isso ele precisava ter virado aquele príncipe fraco, manipulado por todos e indeciso, não curti. Mare só melhorou no decorrer dos livros, gostei muito de como a personagem amadureceu.

A guerra. Eu já esperava batalhas difíceis, sangrentas e interessantes. São muitos poderes competindo, fogo contra água, eletricidade contra fogo, magnetrons contra todos. Achei até que a autora foi pouco corajosa nesse volume, depois da perda devastadora de Shade, eu esperava mais cenas tristes. 

O final. Com um livro desse tamanho, era obrigatório ter um final redondinho, com todas as pontas amarradas. E isso não aconteceu, infelizmente. O final foi corrido, o epílogo deixou a desejar, eu fiquei querendo mais. Claro que fica aí a oportunidade da autora continuar a série, caso queira. Mas eu preferia um final digno para os protagonistas, o futuro de muita gente ficou no ar.

No final das contas, eu adorei a leitura mesmo assim. Teve muita emoção, adrenalina, cenas emocionantes e desdobramentos ótimos. É das poucas distopias jovens que ainda me empolgaram, depois de ler tantas, andava meio enjoada do gênero.

Quem leu me conte se gostou, esta eu indico!!

Adicione ao seu Skoob!

Série Red Queen da Victoria Aveyard
  1. A rainha vermelha (Red Queen)
  2. Espada de vidro (Glass Sword)
  3. A prisão do rei (King's cage)
  4. Tempestade de guerra (War storm)
Interligados:
- Coroa Cruel (Cruel Crown) - Contos 0.1 Canção da rainha (Queen song) e 0.2 Cicatrizes de aço (Steel scars).

Avaliação (1 a 5):


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