A casa das orquídeas - Lucinda Riley
>> segunda-feira, 1 de junho de 2026
RILEY, Lucinda. A casa das orquídeas. São Paulo: Editora Novo Conceito, 2012. 560p. Título original: Hothouse Flower.
"- Ela precisava de solidão. Eu entendo. Cada um reage de uma maneira diante das tragédias. E nenhuma maneira é errada - Kit acrescentou. - Eu perdi uma pessoa e, para dizer o mínimo, não fiquei nada bem depois. O que foi que John Lennon disse mesmo? - Kit olhou para o teto buscando inspiração. - Ah sim! 'A vida acontece enquanto você está ocupado fazendo outros planos.' Não há nada mais verdadeiro." p. 225
Saiu da fila um dos livros mais antigos da minha estante, e o último da Lucinda Riley que eu tinha e ainda não tinha lido. Confiram o que achei de A casa das Orquídeas!
Julia Forrester, 31 anos, é uma pianista talentosa que vê sua vida desmoronar após uma tragédia pessoal. Em busca de refúgio e de esquecimento, ela abandona sua casa na França e volta para a Inglaterra. Ela se esconde do mundo em um chalé que comprou como investimento, mas que tem poucas comodidades. Passa seus dias deitada, comendo pouco e sem sair de casa. Sua irmã mais velha, Alícia, faz de tudo para ajudar e para que ela comece a superar. Mas tudo o que Julia enxerga é o casamento perfeito da irmã, seus quatro filhos, sua vida perfeitamente organizada.
Ela finalmente sai de casa com a irmã para visitar a propriedade onde passou parte da infância, Wharton Park, uma antiga mansão inglesa cheia de memórias e segredos. A mansão seria colocada à venda e o proprietário atual organizou um bazar para a venda de alguns móveis e objetos de decoração. Elas visitam o local para tentar encontrar um presente de aniversário para o pai, mas Julia logo fica tomada por lembranças de tempos mais felizes.
Seu avô era jardineiro na propriedade, enquanto sua avó trabalhava na casa principal. A família de Julia cresceu em uma das pequenas cabanas do local junto com os pais e a irmã. Julia perdeu a mãe muito nova para o câncer e sofreu muito na época.
Durante sua estadia, Julia se depara com um diário antigo que revela parte da história de seu avô, que foi prisioneiro durante a Segunda Guerra Mundial. Julia leva o diário e vai visitar sua avó, Elsie, ainda viva e bem lúcida, que começa a contar a história do passado dos proprietários da casa.
Olivia e Harry Crawford, antigos donos da propriedade, tiveram a vida profundamente marcada pelos eventos da Guerra e suas consequências familiares. A partir dessa descoberta, passado e presente se entrelaçam, revelando segredos, amores proibidos e perdas irreparáveis. À medida que Julia mergulha nessas histórias, ela também encontra forças para enfrentar suas próprias dores e recomeçar.
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É incrível como em todos os livros da autora, eu adoro os personagens e o enredo da história do passado, e acho a história do presente mais sem graça. Aqui não foi diferente, e acabei não amando os livros que teve algumas reviravoltas bem forçadas no final.
Eu gostei de Julia e sofri muito com sua história e suas perdas. Uma tragédia lhe tirou tudo o que ela mais amava e ela não tinha forças para recomeçar. Achei o relacionamento dela com a irmã meio estranho, as conversas não fluem bem e achei as relações familiares do presente mal construídas. Por outro lado gostei muito da avó e fiquei com dó também dela, sozinha, morando longe da família e as netas quase não a visitavam.
Já no passado, temos Elsie bem nova que trabalhava como empregada na casa da família aristocrata. Ela conta como o jovem Lord Harry conhece Oliva e a pede em casamento, pouco antes de ir para a guerra. Olivia se apaixona e se casa por amor, mas Harry se casa para cumprir com as obrigações familiares. No final da guerra, depois de ser solto após ficar como prisioneiro por anos na Tailândia, ele se recupera no país e se apaixona por Lidia, que trabalhava no hotel onde ele estava morando. Ele vai embora e promete voltar, mas obviamente chega à Inglaterra e se depara com todas as obrigações de um herdeiro aristocrata. Odiei o egoísmo de Harry e o que ele causou às duas mulheres da sua vida.
Eu achei a história interessante e gosto da narrativa da autora, mas achei tudo forçado no que se refere ao final do presente. O romance corrido e os desdobramentos muito difíceis de acreditar. Por outro lado, a autora escreve com muita sensibilidade ao tratar de temas como luto, perda e reconstrução.
[ALERTA DE SPOILERS] Julia tinha perdido o marido e o filho em um acidente de carro na França. Enquanto ela viajava para tocar em outro país, recebe a notícia que o carro explodiu caindo em uma ribanceira e os corpos não foram recuperados. Ela encontra em Kit o conforto para começar a superar, embora eu tenha achado o romance muito corrido, e Kit um santo! Aí ela volta à França para se desfazer da casa e tudo. E seu marido que não tinha morrido, aparece lá do nada. Um egoísta egocêntrico, que dirigia bêbado quando matou o filho de 3 anos, e foge do acidente porque não queria encarar os problemas. E Julia simplesmente aceita ele de volta na casa e fica lá, e só no final, quando descobre que ele estava bêbado, deixa tudo para trás e viaja para Tailândia, para tentar reencontrar Lidia, sua avó biológica (a mãe de Julia foi adotada por Elsie e seu marido, mas era filha ilegítima de Harry e Lidia). Ela encontra a avó que ficou muito rica depois do seu casamento e volta a ficar com Kit. Lidia viaja de surpresa para a Inglaterra e compra a casa de Kit (o herdeiro atual de Wharton Park) para ele e Julia não precisarem vender a propriedade. [FIM DOS SPOILERS]
Eu achei a leitura interessante, mas faltou algo para eu amar. Quem leu me conte se curtiu!
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Avaliação (1 a 5):






