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Desaparecidos: Quando cai o raio - Meg Cabot

>>  quarta-feira, 6 de abril de 2011

CABOT, Meg. Quando cai o raio. Rio de Janeiro: Galera Record, 2011.272p. (Desaparecidos, V.1) Título original: When lightning strikes.

Este é o terceiro livro que leio do Verão Sobrenatural da Editora Record e eu já sabia que ia amar, primeiro porque a série 1-800 Vanished é super bem falada pelos fãs e segundo por é da Meg Cabot. Sou fã da autora e um dia ainda consigo ler todos os livros dela, bom eu tento rs. Então hoje é dia de resenha da *Diva* com Quando cai o raio de Meg Cabot.

Jessica Mastriani é uma moça cheia de energia e segurança e não foge de nenhuma encrenca, na verdade ela adora arrumar uma confusão e sua pouca altura e seus 16 anos não a fazem ser nem um pouco menos atrevida. Ela encara a vida e os problemas de frente, não pensa duas vezes antes de socar um dos idiotas de 1,90m do time de futebol e está sempre pronta a encarar qualquer parada.

Bom, ou quase. Normalmente a gente não apresenta a protagonista falando que ela foi atingida por um raio, mas nesta história foi exatamente o que aconteceu. E Jess quer deixar claro que foi tudo culpa de sua melhor amiga, Ruth. Tudo começou quando o idiota - que eu citei acima - chamou Ruth de gorda, gorda não, ele disse que se ela morresse teria que ser enterrada em um piano.

Se fosse com Jess, ela simplesmente mandaria o idiota se catar, mas como foi com Ruth e ela ficou toda deprimida... Jess deu um belo soco no engraçadinho, foi parar na sala do orientador e ganhou mais uma semana de detenção. Se continuasse assim ela iria se formar sem terminar de cumprir as detenções.

Mas Jess sempre me distrai, vamos voltar ao raio. Por causa do idiota e da Ruth com seu novo complexo de gorda, Jess acabou indo para casa caminhando no meio de um temporal. E em vez de Ruth perder as tão sonhadas calorias, o que aconteceu foi que um raio atingiu Jess. Fiquem calmos que nossa heroína saiu inteira desta, ou quase, digamos que ela ganhou um pequeno dom sobrenatural.

Jess acha que está mais para maldição. O negócio é que depois disto, toda vez que ela vê a foto de uma pessoa desaparecida, ela é capaz de dizer exatamente onde a pessoa está. Até ai tudo bem, ela achou estranho, mas fez o seu papel e ligou para o número do disque desaparecidos que estava atrás da caixa de leite e ajudou a achar duas criançinhas.

E lá estava Jess, tentando entender como aquilo tudo era estranho, enquanto cumpria mais um dia de detenção na escola. Até aqui tudo bem, ela estava ao lado de Rob. Eu já contei de Rob? Não? Então se preparem. Rob é o garoto lindo, mais velho, dono de uma moto radical e com pinta de badboy que também estava cumprindo detenção e que acaba oferecendo uma carona para Jess.

Seria muito legal se agora eu contasse que os dois começaram a sair e Jess enfim daria seu primeiro beijo. Bom, eu não posso negar que ela acabou dando seu primeiro beijo, mas antes tiveram os agentes do FBI. É, isto mesmo, FBI. Estava Jess ligando mais uma vez para avisar onde estavam mais 2 crianças quando aparecem dois agentes de terno preto e pede para ela acompanhá-los até o carro.

Se até aqui vocês já ficaram conhecendo um pouco da Jess então imaginam como ela reagiu. Se não... esta é uma das melhores cenas do livro, leiam. Agora ela tem que encarar o FBI, ajudar um dos meninos que foram encontrados e decidir se seu novo talento pode ser usado para o bem... ou para o mal.

Este livro é uma delícia, li em um dia e agora só consigo pensar em quanto tempo vão demorar a lançar a continuação por aqui. Jessica é sarcástica, divertida, não tem medo de nada e faz de tudo para fazer a coisa certa. Por outro lado ela não se importa muito em encher alguém de porrada, ficar em detenção ou encarar de frente qualquer autoridade.

Jess me lembra a fofa da Suze da série A mediadora, mas Jess é mais madura, gostei mais dela. A narração em primeira pessoa combina 100% neste caso. A família dela é muito interessante, a mãe vive no mundo da lua; o pai é muito legal, mas vive enrolado com os problemas de seu restaurante. Ela tem também dois irmãos, um que acabou de passar em Harvard e é bem nerd e o outro que passou por problemas psicológicos graves e agora vive preso dentro de casa.

O livro é diversão garantida, Jess faz coisas mirabolantes e escapa de algumas enrascadas que não da para acreditar. A paquera dela com Rob é muito bonitinha e ele não da muita bola para ela porque é mais velho.  Eu só queria que o livro tivesse mais páginas e não fiquei muito fã da capa, embora seja mais bonita que a americana.

Meg é uma das minhas autores preferidas do gênero, então com certeza recomendo. Leiam!!

“- Eu não sabia que você tinha 16 anos, tá? Você não age como uma garota de 16 anos. Parece muito mais madura. Bom, sem contar com o fato de que bate em caras que são bem maiores do que você.
Eu estava tendo dificuldade em entender essa história toda.
- Mas porque diabos importaria – perguntei – a idade que eu tenho?
- Importa – disse ele.
- Não vejo por quê.
- Mas importa – insistiu ele.
Balancei a cabeça.
- Ainda não vejo por quê.
- Porque eu tenho 18 anos. – Ele não estava olhando para mim. Estava olhando para a rua sob as botas dele.
– E estou em condicional.
Condicional? Eu tinha saído com um criminoso? Minha mãe ia morrer se descobrisse.”

Série Desaparecidos (1-800 Vanished) de Meg Cabot
  1. Quando cai o raio (Título original: When lightning strikes)
  2. Codinome Cassandra (Code name Cassandra)
  3. Esconderijo perfeito (Safe house)
  4. Santuário (Sanctuary)
  5. Missing you (ainda não lançado no Brasil).
Avaliação (1 a 5):

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