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Viajando no mundo das cores

Feios de Scott Westerfeld

>>  segunda-feira, 27 de setembro de 2010


WESTERFELD, Scott. Feios. 2 ed. Rio de Janeiro: Galera Record, 2010. 416p. (Feios, V.1). Título original: Uglies.

Em um mundo de extrema perfeição, o normal é feio.

Em uma combinação de romance, aventura e ficção científica voltada ao público juvenil, mas com uma abordagem bem adulta, a série Feios questiona valores em sua visão utópica da perfeição. Descubra o que existe por trás de Feios de Scott Westerfeld

O mundo não é mais como antigamente e a humanidade que conhecemos não existe mais. Depois de uma catástrofe desconhecida, as antigas moradas dos “enferrujados” viraram ruínas e tudo que as pessoas conheciam eram as cidades futurísticas em que viviam agora. Dizem que a constante disputa entre os humanos, a inveja e a vontade de se destacar trouxeram o caos, por isso neste mundo novo todos eram iguais. Aos mais jovens, restava a longa espera para completar 16 anos e se tornarem Perfeitos. Então uma nova vida estaria diante deles, repleta de diversão, festas e muita alegria... além é claro de uma aparência perfeita.

O governo desenvolveu uma operação plástica nunca vista antes na história da humanidade, onde as feições são corridas a perfeição, a pele é trocada, os lábios ficam mais cheios, os olhos ficam maiores e os ossos são substituídos por uma liga mais resistente.  Aos 16 anos você ganha a aparência física que sempre sonhou, até lá você não passa de uma aberração feia.

Tally Youngblood é feia, como ainda não completou 16 anos mora nos alojamentos da Vila Feia e espera ansiosamente pelo seu aniversário, quando finalmente irá se tornar perfeita e mudar para Nova Perfeição, onde já está seu melhor amigo Peris que agora é um perfeito.  Até lá ela continua aprontando das suas, saindo escondida do acampamento a noite a procura de aventuras. Em uma destas noites ela conhece Shay, que mudará o rumo de sua vida.

Shay e Tally se tornam grandes amigas, mas Shay não está nem um pouco ansiosa pelo seu aniversário, muito pelo contrário, tudo que ela queria era fugir da cidade, se encontrar com seus amigos rebeldes e continuar feia para sempre. Tally acha tudo uma grande maluquice, afinal quem iria querer ser uma feia para sempre, ao invés de ser tornar perfeita e se divertir na cidade. As atitudes de Shay acabam por colocar Tally em uma grande enrascada, e ela terá que tomar uma difícil decisão.

"-Acontece que a primeira coisa que se vê é o rosto. Você reage à simetria, à cor da pele, ao formato dos olhos. E então decide o que há dentro de mim, com base nessas reações. Você é programado para agir assim!
-Eu não sou programado. Não fui criado na cidade.
-Não é só uma questão cultural. É a evolução!"

O que mais me impressionou neste livro não foi a historia em si e sim o que tem por trás de Feios. O autor cria um mundo futurístico e manipula mentes em prol da obediência cega ao governo dominante. Isso me lembrou muito um livro que li já tem bastante tempo - Admirável Mundo Novo de Aldous Huxley - onde as pessoas eram pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e as regras estabelecidas pela sociedade. Huxley construiu uma sociedade que não possuía ética religiosa nem valores morais e as pessoas acabavam desprovidas de vontade própria. Em Feios acontece a mesma coisa, porém o foco é a busca pela perfeição física.

Ao criar os chamados Perfeitos, Westerfeld faz uma critica contundente a sociedade de aparências e aos sacrifícios que as pessoas se submetem constantemente no mundo atual. Cirurgia plástica, silicone, magreza exagerada e todos os outros métodos tão conhecidos e banalizados hoje em dia. O jovem já cresce sendo comparado, criticado e cercado por meios de comunicações que exigem determinado comportamento para se estar na moda, para se sentir enturmado. E isso já é tão normal que a gente nem pensa mais no assunto, é natural. 

Nas duas sociedades pré-concebidas, a de Westerfeld e a de Huxley, em algum momento alguém vai questionar as regras dominantes e vai tentar se libertar. Feios aborda todo este contexto de forma mais sutíl e voltada ao público mais jovem, mas nem por isso deixa a desejar.  Alguns jovens vão começar a perceber que ser Perfeito é muito mais do que ser apenas belo.

Voltando ao enredo do livro, as aventuras dos personagens são emocionantes de se acompanhar. Os alucinantes vôos de prancha, os alimentos estranhos, o romance que começa a surgir e a coragem de Tally me deixaram vidrada na trama. Gostei muito dos personagens, da evolução da história e das reviravoltas imprevisíveis. 

E nada que eu tenha lido sobre este livro me preparou para o final, você termina o livro e fica meio de queixo caído olhando para a página, acho que eu tive até sorte de demorar tanto para ler Feios, assim pelo menos não preciso sofrer pela continuação, pois não vejo a hora de ler Perfeitos. O livro é muito bom, diferente, emocionante e prende a atenção da primeira a última página.

Recomendo Feios sem sombra de dúvida, você irá se emocionar com a história de Tally, irá torcer pela personagem e se envolver com o suspense. Agora não se esqueça de observar o que tem por trás da ficção, a inteligência do autor me conquistou mais do que a própria trama. 


Série Feios de Scott Westerfeld
  1. Feios (Uglies)
  2. Perfeitos (Pretties)
  3. Especiais (Specials)
  4. Extras (Extras).
Interligado: Bogus to Bubbly: An Insider’s Guide to the World of Uglies

Site da série no Brasil: http://www.record.com.br/seriefeios
Site oficial do autor: http://scottwesterfeld.com/blog
Sobre o autor

Nascido no Texas, Scott Westerfeld é autor de diversos romances aclamados para adultos e jovens, entre eles Tão ontem, Os primeiros dias, e as séries Feios, best seller do New York Times. É também designer e atualmente vive entre Sydney, na Austrália, e Nova York.


Avaliação (1 a 5):

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