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A garota na teia de aranha - David Lagercrantz

>>  segunda-feira, 23 de novembro de 2015

LAGERCRANTZ, David. A garota na teia de aranha. São Paulo: Editora Companhia das Letras, 2015. 466p. (Millennium, v.4). Título original: Det som inte dodar oss.

“- No início ela não conseguiu entender nada do que encontrou, pois estava tudo escrito em russo. Havia muitas listas e números. Imagino que fossem cálculos sobre o dinheiro que as atividades de Zalachenko no tráfico lhe rendiam. Até hoje não sei o quanto ela entendeu daquilo na época nem como se inteirou do resto. Mas Lisbeth entendeu o bastante para se dar conta de que sua mãe não era a única mulher que sofria nas mãos de Zalachenko. Ele também havia destruído a vida de muitas outras mulheres, e essa descoberta a enfureceu, tornando-a a Lisbeth que conhecemos hoje, aquela que odeia homens que...
- ... odeiam mulheres.” p.347

Sou fã incondicional da trilogia Millennium, que foi idealizada como uma série maior, mas com o triste falecimento do sueco Stieg Larsson em 2004, ficamos apenas com três livros. O terceiro livro é bem concluído, deixou pontos para continuação, mas tem um final coeso. Anos depois, um novo autor consegue os direitos para continuar a história. Isso gerou um enorme burburinho dos fãs, antes mesmo da publicação. Muitos se recusando a ler por acreditar que não chegaria aos pés do enredo original, outros curiosos e receosos, muitos apenas felizes de rever uma das melhores duplas da literatura. Eu estava um pé atrás, confesso, mas não ia deixar de tirar minhas próprias conclusões. E hoje conto para vocês o que achei de A garota na teia de aranha do David Lagercrantz.

Mikael Blomkvist tem enfrentado problemas com sua carreira e a revista Millennium. Depois de ter publicado um escândalo que abalou a história da Suécia, nenhum outro furo apareceu. Na mídia muitos jogaram seu nome na lama, dizendo que sua carreira estava acabada e que ele era “coisa do passado”. Ao mesmo tempo, a revista está com sérios problemas financeiros e nas mãos do grupo Serner Media que comprou parte das ações. Seu representante, Ove Levin, está preparado para intervir com a missão de “modernizar a revista”. Erika Berger procura uma saída, ao mesmo tempo que tenta apoiar Mikael.

Quando um rapaz chamado Linus Brandell  afirma ter um furo, Mikael não coloca muita fé, mas acaba aceitando o encontro. Linus conta uma história meio inacreditável sobre o cientista com quem trabalhava, Frans Balder, um homem brilhante que pesquisa inteligência artificial. Ele diz que eles foram invadidos e hackeados, por uma empresa americana com ligações com a NSA. Nada disso interessa muito a Blomkvist, até que Linus conta que uma hacker estranha e com jeito de roqueira foi quem confirmou a informação.

Ed Needham é o gênio responsável pela segurança dos computadores da NSA, a temida agência de segurança americana. Ele tem uma rede impenetrável, até que recebe a mensagem “Você foi invadido”. Nenhum hacker conseguiria fazer isso, mas alguém conseguiu. Quem seria capaz de algo assim?

Lisbeth Salander está bastante interessada nesse roubo de informações industriais. Seus interesses estão ligados a um motivo maior, e está disposta a tudo para prosseguir com a investigação. Quando Mikael envia uma pergunta sobre Balder, eles começam a se comunicar. E tem início mais uma trama para desmascarar um grande segredo. Algo, que claro, coloca em risco a vida de todos os envolvidos.

~~~~~~

Não é a mesma coisa, não que eu tivesse esperança que fosse. Stieg Larsson tem um estilo único, implacável, ele escreve com maestria e se fosse algo fácil de copiar, estaríamos cheios de escritores best sellers por aí. Dito isso, foi uma leitura interessante, não tão boa, nem com estilo parecido, mas que trás de volta dois personagens que eu amo, Mikael e Lisbeth. Valeu a pena revê-los, ver mais do que acontecia com eles, mesmo eles estando tão diferentes.

O enredo é interessante, uma história que prende, com algumas partes truncadas, mas que me prendeu durante a leitura e me deixou curiosa para saber o final. O autor enrola em alguns momentos, parece que ele tentou fazer aquela teia intricada de personagens como o Larsson fazia tão bem, sem conseguir. O resultado são vários personagens soltos, que ganham narrativas e que não fazem a menor falta para os desdobramentos da história. A Grabriella Grane, por exemplo, tudo o que fez no livro foi emprestar um chalé, sua chefe então nem se fala, personagens completamente desnecessários. Gostei de tudo ligado ao menino autista, foi uma ótima sacada, mas desgostei fortemente da construção da irmã gêmea da Lisbeth, Camille. Ele tentou criar uma super vilã, mas foi tudo tão forçado. Uma mulher tão linda, mas tão linda, que todos ficam embasbacados em sua presença. Que é tão boa na arte de manipular que consegue convencer qualquer um a fazer qualquer coisa. Foi tão vilã de segunda, que até agora não me conformei rs.

E o pior de tudo em minha opinião, Lisbeth e Mikael. Lisbeth ganha uma aura suavizada, um comportamento bizarro, porque ser completamente diferente da personagem que conhecemos. Eu lia que era a Lisbeth Salander, mas não se parecia com ela. E olhem que li o último livro da trilogia em 2009, o que mostra o quanto foi inesquecível. Mikael ganha diálogos bobos, cheios de expressões que ele não usaria, com falas piegas e pouco inteligentes. Foi triste de se ver. Esse autor foi corajoso de encarar o desafio, sabia que seria comparado o tempo todo com  o autor anterior, imagino que na maioria das vezes de forma depreciativa. 

Em compensação – sim, tem alguma coisa que salva rs -, o final foi muito bom e os desdobramentos bem interessantes. Eu torci para que tudo  desse certo, matei algumas coisas, me surpreendi com outras. Para quem é fã, mesmo tentando deixar o preconceito de lado, é impossível não comparar, mas eu gostei da leitura em geral. Talvez quem não tenha lido os anteriores, goste bem mais do livro. Eu ainda não consegui me decidir se quero mais da dupla, ou se seria melhor ter parado a leitura em A rainha do castelo de ar. Quem leu, me conte o que achou. ^^

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Trilogia Millennium do Stieg Larsson
  1. Os homens que não amavam as mulheres
  2. A menina que brincava com fogo
  3. A rainha do castelo de ar
Série Millennium por David Lagercrantz

     4.  A garota na teia de aranha (Det som inte dodar oss)

Avaliação (1 a 5): 3,5

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